Pois é quinta-feira. E como toda quinta-feira eu estou sozinha e com uma série de pensamentos que não me abandonam. Mais de um ano morando sozinha, há quase um mês solteira. Agora eu vou ouvindo a música, pensando nas coisas, na menina que eu era aos 21 anos. Na menina que era aos 23. Na pessoa que sou hoje. Nos objetivos, nos sonhos, nos delírios. Nos amores. E nos amigos que vão e vêm. Vou chorando pelos cantos da minha vida. Chorando os anos que foram se passando, parece que eu nem vi. 2003, 2004, 2005... Parece tudo muito ontem, tudo muito próximo, o tempo não tem brincado comigo não. Nem com ninguém.
Hoje eu vou chorando as ausências todas do meu coração, que vem se tornando um imenso queijo suíço. Chorando as perdas, as pessoas que se foram para nunca mais. Os sentimentos que se foram, todas essas mortes que a gente sofre em vida. As separações, os fins, hoje eu vou chorando as minhas coisinhas, as que fui perdendo pelo caminho, aqueles desejos bonitos, aquela crença num lugar mais bonito, as histórias de quando era pequena, os bisavós, a avó que eu não conheci, os amigos lá de trás. As pessoas que a gente perde, que a gente não consegue cultivar porque o mundo é tão grande e são tantas coisas...
Vou chorando a minha solidão, aos 25 anos, num apartamentozinho pequeno, cheio de histórias, cheio de mim, nas milhares de coisas pra fazer, no dia de amanhã. Vou chorando o que não veio, as pessoas que irão chegar, as que estão aqui, em mim, vou chorando o meu olhar para as coisas, os meus desperdícios, chorando minha confusão cotidiana, a minha família, chorando as cartas no armário e aquele sentimento que já não se diz.
Vou chorando os textos que não fiz, os lugares que não conheci, chorando o filho que não tive, chorando os quase, os silêncios, as pausas, a saudade. Vou chorando tudo, tudo muito longe, tudo muito perto. Chorando o primeiro namorado. E o segundo. E o terceiro... Chorando os outros que virão. Chorando a falta de enquadramento, chorando a necessidade de chorar, chorando a conversa com o Gil, a conclusão de que seremos eternamente infelizes na busca de algo que não existe e parece sempre além... Chorando as minhas mágoas, as minhas neuras, chorando o meu medo, chorando, chorando...
Vou chorando exageradamente, chorando o meu exagero, a minha infantilidade, as minhas histórias, meus livros, minhas músicas, meus passos de dança. Vou chorando a minha vida toda. É início de mês, é tpm, é quinta-feira, mas não é só isso. É mais. É um choro guardado, um choro do fundo, uma vontade de uma mãozinha pra segurar à noite, uma vontade de algo mais seguro, algo mais eterno nessa efemeridade que tem sido o mundo. É um desejo de desejos, de sentimentos, de encaixe, desejo daquele sentimento que eu sempre sentia. Sentimento de encontro. Ando com saudades de encontro. Daqueles de de repente. Aqueles.
Vou chorando dormir. Chorando os mistérios do mundo, a adolescência, a infância, essa idade adulta. Chorando minhas irmãs, minha mãe, meu pai, meus avós, chorando minha cidade natal e essa cidade onde vivo. Chorando a música, repetindo a música pra chorar de novo.
Hoje vou chorando em silêncio, as coisas que não sei, as que não entendo, chorando o que não posso mudar, chorando o passado, chorando esse presente, chorando, chorando. Vou chorando um sábado à noite, uma ciranda no meio da rua, chorando meus 16 anos, chorando.
E o pior é que é um choro pra dentro. Sem lágrimas, seco. Choro de dentro. Choro que dói, mas vai limpando tudo. Pra recomeçar, pra começar... Vou chorando os meus fins, chorando os meios, os inícios, todas as histórias que participei, as coisas erradas e certas e burras e meigas e brutas e grandes e pequeninas. Vou chorando e abrindo espaço, chorando e clareando a alma. Pra recomeçar, pra recomeçar.
Hoje eu vou chorando as ausências todas do meu coração, que vem se tornando um imenso queijo suíço. Chorando as perdas, as pessoas que se foram para nunca mais. Os sentimentos que se foram, todas essas mortes que a gente sofre em vida. As separações, os fins, hoje eu vou chorando as minhas coisinhas, as que fui perdendo pelo caminho, aqueles desejos bonitos, aquela crença num lugar mais bonito, as histórias de quando era pequena, os bisavós, a avó que eu não conheci, os amigos lá de trás. As pessoas que a gente perde, que a gente não consegue cultivar porque o mundo é tão grande e são tantas coisas...
Vou chorando a minha solidão, aos 25 anos, num apartamentozinho pequeno, cheio de histórias, cheio de mim, nas milhares de coisas pra fazer, no dia de amanhã. Vou chorando o que não veio, as pessoas que irão chegar, as que estão aqui, em mim, vou chorando o meu olhar para as coisas, os meus desperdícios, chorando minha confusão cotidiana, a minha família, chorando as cartas no armário e aquele sentimento que já não se diz.
Vou chorando os textos que não fiz, os lugares que não conheci, chorando o filho que não tive, chorando os quase, os silêncios, as pausas, a saudade. Vou chorando tudo, tudo muito longe, tudo muito perto. Chorando o primeiro namorado. E o segundo. E o terceiro... Chorando os outros que virão. Chorando a falta de enquadramento, chorando a necessidade de chorar, chorando a conversa com o Gil, a conclusão de que seremos eternamente infelizes na busca de algo que não existe e parece sempre além... Chorando as minhas mágoas, as minhas neuras, chorando o meu medo, chorando, chorando...
Vou chorando exageradamente, chorando o meu exagero, a minha infantilidade, as minhas histórias, meus livros, minhas músicas, meus passos de dança. Vou chorando a minha vida toda. É início de mês, é tpm, é quinta-feira, mas não é só isso. É mais. É um choro guardado, um choro do fundo, uma vontade de uma mãozinha pra segurar à noite, uma vontade de algo mais seguro, algo mais eterno nessa efemeridade que tem sido o mundo. É um desejo de desejos, de sentimentos, de encaixe, desejo daquele sentimento que eu sempre sentia. Sentimento de encontro. Ando com saudades de encontro. Daqueles de de repente. Aqueles.
Vou chorando dormir. Chorando os mistérios do mundo, a adolescência, a infância, essa idade adulta. Chorando minhas irmãs, minha mãe, meu pai, meus avós, chorando minha cidade natal e essa cidade onde vivo. Chorando a música, repetindo a música pra chorar de novo.
Hoje vou chorando em silêncio, as coisas que não sei, as que não entendo, chorando o que não posso mudar, chorando o passado, chorando esse presente, chorando, chorando. Vou chorando um sábado à noite, uma ciranda no meio da rua, chorando meus 16 anos, chorando.
E o pior é que é um choro pra dentro. Sem lágrimas, seco. Choro de dentro. Choro que dói, mas vai limpando tudo. Pra recomeçar, pra começar... Vou chorando os meus fins, chorando os meios, os inícios, todas as histórias que participei, as coisas erradas e certas e burras e meigas e brutas e grandes e pequeninas. Vou chorando e abrindo espaço, chorando e clareando a alma. Pra recomeçar, pra recomeçar.
2 commenti:
"Si tu vois jamais mes larmes c'est parce qu'elles coulent a l'intérieur"
Se você nunca vê as minhas lágrimas, é porque elas correm por dentro.
É isso, não é, pessoa? Tem dia que isso é tão, tão, tão intenso que a gente não tem forças nem p/ chorar. Mas as lágrimas estão lá. E correm. Mesmo que não sejam visíveis. Mas são sentidas. E aliviam.
Je t'aime au monde...
"Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito!"
(ai, que atraso... mas passei, rsrs).
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