
Hoje já chorei todas as lágrimas do mundo. Por causa do tempo (frio), do sono, da folha que caiu no chão. O mundo parece uma grande coisa desordenada, sobre a qual não tenho o mínimo controle. "Eu acordo pra trabalhar, eu vivo pra trabalhar..."
Achei o cd do The Fevers que era do meu pai e que peguei pra mim alguns anos atrás. Mas nem o The Fevers me faz rir como antes. Até me faz chorar. A cozinha, o trabalho, o computador, contas pra pagar, coisas pra escrever, essa segunda-feira tão segunda-feira. As coisas hoje parecem difíceis, parece que nada vai dar certo, que nada vai pra frente, que nada tem sentido. Então me dá vontade de dormir, dormir, dormir (umas quinze horas seguidas). Então eu lembro que não posso, que tenho coisas pra escrever, janta pra fazer, coisas pra arrumar, aulas para preparar. Saudade de Piedade, de fim de semana em Piedade, embaixo do cobertor, meu mau humor e eu quietos, sem nada pra fazer. Por que a gente trabalha tanto por aqui? Para onde estamos indo? Ontem tudo fazia sentido, era bonito, ontem eu estava feliz, alegrinha. Hoje essa tristeza sem medida. O pior é que desconfio que a culpa é minha. Sei que em grande parte é minha mesmo. Mas eu juro, eu juro. Preciso começar a cuidar de mim com mais carinho, a não me fazer tão mal. Por que eu sou tão boa em me deixar triste?
Acho que estou com uma baita de uma TPM.
Obs: Cena do filme Pequena Miss Sunshine. Será que o filme me faria rir hoje? Duvido.
Obs 2: Eu juro. E nem ligo se ninguém acredita. :P
Achei o cd do The Fevers que era do meu pai e que peguei pra mim alguns anos atrás. Mas nem o The Fevers me faz rir como antes. Até me faz chorar. A cozinha, o trabalho, o computador, contas pra pagar, coisas pra escrever, essa segunda-feira tão segunda-feira. As coisas hoje parecem difíceis, parece que nada vai dar certo, que nada vai pra frente, que nada tem sentido. Então me dá vontade de dormir, dormir, dormir (umas quinze horas seguidas). Então eu lembro que não posso, que tenho coisas pra escrever, janta pra fazer, coisas pra arrumar, aulas para preparar. Saudade de Piedade, de fim de semana em Piedade, embaixo do cobertor, meu mau humor e eu quietos, sem nada pra fazer. Por que a gente trabalha tanto por aqui? Para onde estamos indo? Ontem tudo fazia sentido, era bonito, ontem eu estava feliz, alegrinha. Hoje essa tristeza sem medida. O pior é que desconfio que a culpa é minha. Sei que em grande parte é minha mesmo. Mas eu juro, eu juro. Preciso começar a cuidar de mim com mais carinho, a não me fazer tão mal. Por que eu sou tão boa em me deixar triste?
Acho que estou com uma baita de uma TPM.
Obs: Cena do filme Pequena Miss Sunshine. Será que o filme me faria rir hoje? Duvido.
Obs 2: Eu juro. E nem ligo se ninguém acredita. :P
3 commenti:
Eita, tá parecendo o Gil..rsrs. É assim mesmo, Camila. É assim que me sinto às vezes; é desse doer que sempre procura falar em meus textos. Um tédio de vida. Um tédio de morte. Um desgosto, uma angústia. Um não-sei-o-quê. É isso, bem isso. Mas, "meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito!".
Querida, eu já te perguntei diversas vezes qual a graça que vc vê em morar aqui... vc continua a achar que é poético. Não mesmo.
Mas olha, há tempos estou pra te dizer isso: trabalhar menos talvez não. Se organizar melhor, sim. Com certeza.
Uma pessoa tão pequena(olha a gigante falando!!!) com um caos tão grande... é boa a bagunça interna, de fazer pensar e rumar as coias coisas, não a de deixar triste com vontade de dormir dormir e dormir (olha a bem-resolvida falando!!!)
São Paulo outonal é pior ainda... "um dia triste/toda fragilidade incide..."
Se precisar, grite...
beijo,
Mari
Gil
É, é isso mesmo. Lembra o poema do Vinícius... "Tenho um tédio enorme da vida". Mas tb não é isso. É uma raiva mesmo... De ser especializada em me deixar tristinha e confusa... De desorganizar o mundo interno e externo... E dessa cidade às vezes tão doce e lírica (como no nosso encontro), às vezes tão cruel e violenta (como tantas vezes). O jeito é combatermos com nossas pequenas reuniões, o jeito é cuidarmos do nosso amor, dos nossos
encontros cheios de poesia e abraços e soninho junto.
Mari
A cidade tem poesia e muita. Poesia nos bares, nas esquinas, na pobreza, na riqueza, nos olhares, nos ônibus lotados, no congestionamento. A cidade tem poesia e amor, mas é desumana. Mais desumana do que a cidade sou eu mesma. Sim.. Organização é palavra chave. Organizar o mundo externo e o interno que é o mais bagunçadinho... Obrigada pelo apoio e pelas conversas... Ando com vontade de noite de chorinho, pra gente dançar e a moça dizer que o bar é de ficar sentado e a gente continuar dançando... hehehe.. Já viu bar de ficar sentado tocando samba e chorinho??? hehehe
Amo os dois
Beijo-beijo
Cá
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