
Estive sonhando muito esses dias. Sonhos violentos, sonhos confusos, sonhos desejosos. Dizem que sonhamos com nossos medos e desejos. Eu sempre fui uma menina de sonhos. Acordava, respirava fundo e ainda sentia a sensação forte que os sonhos haviam me causado. Às vezes demorava um dia todo para passar. Eram sonhos com cobras, com piscinas, com pessoas que nunca tinha visto. Sonhos que me assustavam e sonhos que me alegravam.
Uma vez, quando a Aline tinha 16 anos, sonhei que ela tinha tido uma filhinha morena de olhos verdes e cabelos negros e cacheados. E eu passei anos cuidando da menina. Anos dentro de uma noite de sono. Quando acordei, senti uma imensa saudade da minha sobrinha que nunca chegou a nascer.
Uma outra vez sonhei que milhares de pessoas tinham invadido a minha casa e estavam por lá, conversando, rindo, andando... Onde eu ia tinha gente jogada pelo chão... Gente, gente, gente... Era impossível caminhar.
Quando era pequena sonhei que caminhava pelas ruas da cidade e não encontrava ninguém, é um sonho que até hoje me assusta. Eu morava na casa da minha avó no sonho e saí de lá para procurar alguma alma viva e não encontrava ninguém, eu estava em completa solidão. Sonhar que a casa da minha avó é minha é uma coisa comum, sempre sonhei e ainda hoje sonho vez em quando. Não me lembro de ter sonhado que morava em qualquer uma das casas que morei em São Paulo. Normalmente a minha casa é a casa da minha avó, misturada com a minha, uma coisa doida. O mais engraçado - e estranho - é que a Aline também sonha assim, uma vez conversamos sobre o assunto.
Quando era pequena sonhei que caminhava pelas ruas da cidade e não encontrava ninguém, é um sonho que até hoje me assusta. Eu morava na casa da minha avó no sonho e saí de lá para procurar alguma alma viva e não encontrava ninguém, eu estava em completa solidão. Sonhar que a casa da minha avó é minha é uma coisa comum, sempre sonhei e ainda hoje sonho vez em quando. Não me lembro de ter sonhado que morava em qualquer uma das casas que morei em São Paulo. Normalmente a minha casa é a casa da minha avó, misturada com a minha, uma coisa doida. O mais engraçado - e estranho - é que a Aline também sonha assim, uma vez conversamos sobre o assunto.
Nessa semana tive um sonho violento. Sangue, morte, alunos, mundo em guerra. Acordei gritando, às 3 da manhã e ainda acordei uma pessoa para dizer que eu estava assustada.
De ontem para hoje sonhei outras coisas, coisas mais minhas, coisas difíceis de contar. Como dizer o indizível, inenarrável? Acho que precisava de um psicólogo para explicar o quanto o sonho foi significativo... Depois que acordei me lembrei de algumas coisas da história e de algumas coisas que havia esquecido no sonho. Lembrei de uma conversa com o Gil, de uma coisa urgente na minha vida, mas que eu sempre deixo de lado. Sonhei desejos, sonhei coisas que não digo. Sonhei pessoas desconhecidas, pessoas distantes, sonhei ruas e pessoas conhecidas, lugares estranhos e comuns. Mas um ponto do sonho me intriga. Como pude esquecer de uma coisa tão real durante o sonho? Como?
Quando eu era pequena, tinha dias que tinha medo de dormir, de sonhar. Queria ficar acordada, acordada, acordada... Eu ia tentando até a hora que adormecia, cansada. Tive um ex namorado que nunca lembrava dos sonhos (e eu muitas vezes lembro de detalhes dos meus) e eu achava a a coisa mais doida do mundo.
Um dia dividi com o Gil um certo sonho secreto que tive e que nunca havia contado. Sonho proibido e maluco.
Tenho mania de sonhar com coisas que desejo muito. A primeira vez que tive uma grande desilusão amorosa, eu sonhava, dia após dia, que tinha me reconciliado com o ser amado e que tudo estava lindo. Acordava e levava um murro da realidade. Outras vezes, na época em que uma prima deixou de falar com a maior parte da família (por motivos sem sentido, ao meu ver), eu sonhava que ela voltava a falar comigo, que me abraçava, que dizia que eu era importante, que todos eram. Depois ela voltou a falar com todos e hoje tenho os abraços e carinhos e tudo mais. Sonhei também por muitas vezes que um amigo querido (de quem hoje estou bem distante), que ficou paraplégico aos 18 anos, tinha voltado a andar. Sonhava que ele estava comigo no carnaval, pulando, feliz, com o mesmo sorrisão de quando éramos estudantes do Cônego ou de quando acordávamos às 5 para ir pra Sorocaba estudar. Mas isso, infelizmente, nunca aconteceu apesar de eu sonhar muitas e muitas vezes.
De ontem para hoje sonhei outras coisas, coisas mais minhas, coisas difíceis de contar. Como dizer o indizível, inenarrável? Acho que precisava de um psicólogo para explicar o quanto o sonho foi significativo... Depois que acordei me lembrei de algumas coisas da história e de algumas coisas que havia esquecido no sonho. Lembrei de uma conversa com o Gil, de uma coisa urgente na minha vida, mas que eu sempre deixo de lado. Sonhei desejos, sonhei coisas que não digo. Sonhei pessoas desconhecidas, pessoas distantes, sonhei ruas e pessoas conhecidas, lugares estranhos e comuns. Mas um ponto do sonho me intriga. Como pude esquecer de uma coisa tão real durante o sonho? Como?
Quando eu era pequena, tinha dias que tinha medo de dormir, de sonhar. Queria ficar acordada, acordada, acordada... Eu ia tentando até a hora que adormecia, cansada. Tive um ex namorado que nunca lembrava dos sonhos (e eu muitas vezes lembro de detalhes dos meus) e eu achava a a coisa mais doida do mundo.
Um dia dividi com o Gil um certo sonho secreto que tive e que nunca havia contado. Sonho proibido e maluco.
Tenho mania de sonhar com coisas que desejo muito. A primeira vez que tive uma grande desilusão amorosa, eu sonhava, dia após dia, que tinha me reconciliado com o ser amado e que tudo estava lindo. Acordava e levava um murro da realidade. Outras vezes, na época em que uma prima deixou de falar com a maior parte da família (por motivos sem sentido, ao meu ver), eu sonhava que ela voltava a falar comigo, que me abraçava, que dizia que eu era importante, que todos eram. Depois ela voltou a falar com todos e hoje tenho os abraços e carinhos e tudo mais. Sonhei também por muitas vezes que um amigo querido (de quem hoje estou bem distante), que ficou paraplégico aos 18 anos, tinha voltado a andar. Sonhava que ele estava comigo no carnaval, pulando, feliz, com o mesmo sorrisão de quando éramos estudantes do Cônego ou de quando acordávamos às 5 para ir pra Sorocaba estudar. Mas isso, infelizmente, nunca aconteceu apesar de eu sonhar muitas e muitas vezes.
Meu sonhos são mesmo manifestação de medos e de desejos bem íntimos. Medos inconfessáveis e desejos menos confessáveis ainda. Os sonhos nos revelam para nós mesmos, nos permitem conhecer mais aquela grande parte do que somos e que fica submersa.
Hoje estive pensando nos meus sonhos, tentando entendê-los. Por que eu esqueci de detalhe tão importante durante o sonho? Por que sonhei com determinada pessoa, assim que eu não vejo há tanto tempo (anos, se abusar) e que nunca fez parte da minha vida? Por que isso, por que aquilo?
Saudade do meu avô, que explica sonhos como ninguém. Meu avô das palavrinhas deliciosas e dolorosas ao mesmo tempo, meu avô que coloca a mão na ferida, mas que me faz pensar em tudo o que faço, me analisar, tentar entender além da minha superfície. Meu avô que me disse que as pessoas não se apaixonam depois dos vinte e poucos anos há um tempo atrás. Eu que tenho que concordar com ele, dia após dia. Depois de uma certa idade, pode até haver paixão, mas é muito diferente. Não há mais aquele acreditar cego depois que a gente conhece as coisas e as pessoas. Depois que a gente conhece as nossas próprias maldades, os nossos próprios defeitos.
Hoje estive pensando nos meus sonhos, tentando entendê-los. Por que eu esqueci de detalhe tão importante durante o sonho? Por que sonhei com determinada pessoa, assim que eu não vejo há tanto tempo (anos, se abusar) e que nunca fez parte da minha vida? Por que isso, por que aquilo?
Saudade do meu avô, que explica sonhos como ninguém. Meu avô das palavrinhas deliciosas e dolorosas ao mesmo tempo, meu avô que coloca a mão na ferida, mas que me faz pensar em tudo o que faço, me analisar, tentar entender além da minha superfície. Meu avô que me disse que as pessoas não se apaixonam depois dos vinte e poucos anos há um tempo atrás. Eu que tenho que concordar com ele, dia após dia. Depois de uma certa idade, pode até haver paixão, mas é muito diferente. Não há mais aquele acreditar cego depois que a gente conhece as coisas e as pessoas. Depois que a gente conhece as nossas próprias maldades, os nossos próprios defeitos.
Lá vou eu filosofando (mal e porcamente) sobre o mundo. Eu só queria, em quinze minutinhos, já que o tempo está curto, falar sobre sonhos, sobre meus sonhos, sobre os sonhos diferentes que eu tive nesses dias. Só queria dividir com meus leitores.. ehhee... só queria dividir com vocês esse assunto. Esses sonhos, esse território mágico, assustador e bonito que a gente "pisa" quase todas as noites. Essa coisa não desvendada, essa realidade paralela.
Depois de crescidinha sonhei algumas vezes com sexo e isso me assustou. Antes achava que era lorota de menino. Sempre acho que os sonhos são impossíveis ou demasiadamente fantasiosos até chegar um dia que eu sonho com aquilo. Lembro de uma vez - não sei mais se sonhei, inventei, se ouvi ou se é real - em que eu sonhei a mesma coisa que o meu primo. Conversamos e descrevemos a mesma cena. E foi assustador. Meu primo e eu tínhamos uma ligação muito forte na infância, assístiamos a filmes de terror (escondido) e depois morríamos de medo de dormir. Lembro de um filme em especial, de prender a alma dos outros em potinhos... Acho que levei horas para dormir.
Depois de crescidinha sonhei algumas vezes com sexo e isso me assustou. Antes achava que era lorota de menino. Sempre acho que os sonhos são impossíveis ou demasiadamente fantasiosos até chegar um dia que eu sonho com aquilo. Lembro de uma vez - não sei mais se sonhei, inventei, se ouvi ou se é real - em que eu sonhei a mesma coisa que o meu primo. Conversamos e descrevemos a mesma cena. E foi assustador. Meu primo e eu tínhamos uma ligação muito forte na infância, assístiamos a filmes de terror (escondido) e depois morríamos de medo de dormir. Lembro de um filme em especial, de prender a alma dos outros em potinhos... Acho que levei horas para dormir.
Sonhei uma vez que estava no céu com meu pai e minha mãe e que lá não podia ter música. Já tive sonhos repetidos que eu não lembro para contar aqui, mas que eu sinto que são repetidos quando acordo. Às vezes sonho com as coisas do dia, quando estou muito agitada, mas às vezes sonho com coisas muito distantes do que eu estou vivendo. Gosto de pensar nos meus sonhos, de procurar entendê-los, gosto de saber que há um outro mundo, um outro tempo, mundo dos sonhos. Lá onde a gente pode ser o que quiser, ver quem quiser, mundo de mortos e de vivos. Sonhei várias vezes com meu bisavô depois que ele morreu. Acordava triste e com saudade. Sonhei com morte de pessoas queridas. Sonhei com nascimentos. Sonhei com flores e serpentes. Sonhei com amores que nunca vi nesse mundo e com amores que já se foram para sempre. Tenho uma técnica secreta para saber se estou sonhando. E não é que sempre lembro dela no meio dos sonhos? Coisa mais maluca. Sonho muito com a casa que morei dos 3 aos 10 anos. Faz um tempo que não sonho com ela, mas, por muitos anos, sonhava que estava por lá, no ambiente da minha infância.
Sonhos: território do desconhecido.
4 commenti:
Hehehehe... mais uma vez o mundo da Camila condiz com o mundo da Déia, sempre pelo viés pisciano de ser.
Talvez teu medo de sonhar venha do fato de piscianos sonharem mesmo acordados... então não há motivos p/ esperar o sono para sonhar.
Quero saber da técnica para saber se está sonhando no meio do sonho!!! Quero, quero, quero!!!!
Ainda não li este post.
Mas vi a foto e reparei que a mocinha tem os pés na àgua!
Beijos.
Desculpa sair correndo do MSN. TIve problemas com a internet!
Ah, pessoa, olha eu sendo citado de novo, rsrs. Sabe que uma das minhas maiores crises é sonhar sonhos desconexos e me lembrar bem pouco deles depois? No entanto, quando tenho sonhos "bem construídos", lembro-me deles por anos e anos. Até hoje tenho a sensação de estar voando depois de ser arremessado do lombo de um cavalo negro e bravo. Este foi um sonho dos meus 8 anos, mais ou menos. Foi uma delícia sonhá-lo e até hoje ele me vem à memória. Acho que eu gostava mais do perigo quando era guri. Agora, tenho medo de sonhos perigosos, tenho medo dos mistérios dos sonhos... Talvez por isso eles se mostrem desconexos atualmente. Melhor assim.
Camila, Camilinha, me vem esta imagem qdo leio os seus textos... em especial gostei deste dos sonhos... e resolvi dizer e te mandar um beijo.
Posta un commento