
Então ela decidiu que vai parar de alimentar. Que vai olhar para os lados.
Não, hoje ela não quer ninguém perto. É, nessa semana ela jantou com um moço e recebeu telefonemas de outro. Moços bem interessantes... mas ela se irritou tanto. Ontem ela tentou explicar para a amiga. Um sentimento de não me toque, não me abrace. É exatamente por isso que ela não foi para o outro samba na quinta. Não queria ser paquerada. Parecia uma agressão.
Ela foi pra casa, escreveu, dormiu. Ela pensou, pensou.
E acordou.
Acho que foi lendo a história de vida dos alunos, as histórias da família, as lembranças de livros... Foi lendo todos os trabalhos que ela pediu e que quase todos os alunos fizeram com tanto empenho. Ela se emocionou. É sábado, é interior, ela está descalça. Há silêncio. Há encontro consigo mesma.
Ela percebeu que às vezes se perde, que perde a concentração. Que precisa usar o que tem de bom a favor de si mesma. A menina tem uma imensa paixão, uma intensidade aguda.
Então ela fez uma listinha de coisas para fazer nos próximos dias. Coisas para organizar seu mundo, para melhorar seu cotidiano, para cuidar do seu coração.
Ela disse: eu não quero mais. E ela mesma sabe que isso é impossível. Seja essa paixão tirada de pedra ou outra qualquer. Ela sabe que vai se apaixonar e que irá transbordar outras vezes. Às vezes é preciso se aceitar, saber se ver. Ela demorou meses para descobrir que tinha se apaixonado. Ela estava deixando de ser, de se ver, com medo do mundo.
Nesses dias ela tirou a tampa. Viu paixão. Entendeu que qualquer outro ela já teria mandando passear. E ela não mandou. Estava mesmo apaixonada.
Mas agora ela tem uma listinha de coisas para fazer. Nos próximos dias estará concentrada nela mesma. Nela e nos que estão ao redor. Ela não sabe o que acontecerá com essa história, mas sabe que não vai ficar parada ali.
Ela escolhe fazer outras coisas. Escolhe cuidar de si mesma. Escolhe se entender, se aceitar, se compreender, se perdoar. Escolhe entender que ela é água, oras. Que ela sente as coisas em exagero, oras. Que é assim, oras. Que os incomodados que se mudem, oras. Há gente que gosta de intensidade. Mas ela também escolhe procurar conter seu exagero quando perceber que ele está lhe fazendo mal.
Ela escolhe tentar desviar do buraco. Há buracos que surgem do nada e há buracos dos quais não conseguimos desviar a tempo. Mas ela escolhe cuidar mais de si mesma, se observar, olhar por onde anda.
Ela vai olhar para os lados. E de todos os lados há pessoas e coisas e momentos bons.
Ela vai.
Seu coração, ela sabe, permanece o mesmo. O sentimento está lá, ela não vai se esconder dele, ela o vê, diz bom dia, mas sai por aí caminhando que hoje faz um sol bonito e há muita coisa para ver. Ela tem esse jeito de sentir, oras. Ela se apaixonou, oras. Um dia vai passar, oras.
E hoje... ela escolheu sair para dar uma voltinha.
Não, hoje ela não quer ninguém perto. É, nessa semana ela jantou com um moço e recebeu telefonemas de outro. Moços bem interessantes... mas ela se irritou tanto. Ontem ela tentou explicar para a amiga. Um sentimento de não me toque, não me abrace. É exatamente por isso que ela não foi para o outro samba na quinta. Não queria ser paquerada. Parecia uma agressão.
Ela foi pra casa, escreveu, dormiu. Ela pensou, pensou.
E acordou.
Acho que foi lendo a história de vida dos alunos, as histórias da família, as lembranças de livros... Foi lendo todos os trabalhos que ela pediu e que quase todos os alunos fizeram com tanto empenho. Ela se emocionou. É sábado, é interior, ela está descalça. Há silêncio. Há encontro consigo mesma.
Ela percebeu que às vezes se perde, que perde a concentração. Que precisa usar o que tem de bom a favor de si mesma. A menina tem uma imensa paixão, uma intensidade aguda.
Então ela fez uma listinha de coisas para fazer nos próximos dias. Coisas para organizar seu mundo, para melhorar seu cotidiano, para cuidar do seu coração.
Ela disse: eu não quero mais. E ela mesma sabe que isso é impossível. Seja essa paixão tirada de pedra ou outra qualquer. Ela sabe que vai se apaixonar e que irá transbordar outras vezes. Às vezes é preciso se aceitar, saber se ver. Ela demorou meses para descobrir que tinha se apaixonado. Ela estava deixando de ser, de se ver, com medo do mundo.
Nesses dias ela tirou a tampa. Viu paixão. Entendeu que qualquer outro ela já teria mandando passear. E ela não mandou. Estava mesmo apaixonada.
Mas agora ela tem uma listinha de coisas para fazer. Nos próximos dias estará concentrada nela mesma. Nela e nos que estão ao redor. Ela não sabe o que acontecerá com essa história, mas sabe que não vai ficar parada ali.
Ela escolhe fazer outras coisas. Escolhe cuidar de si mesma. Escolhe se entender, se aceitar, se compreender, se perdoar. Escolhe entender que ela é água, oras. Que ela sente as coisas em exagero, oras. Que é assim, oras. Que os incomodados que se mudem, oras. Há gente que gosta de intensidade. Mas ela também escolhe procurar conter seu exagero quando perceber que ele está lhe fazendo mal.
Ela escolhe tentar desviar do buraco. Há buracos que surgem do nada e há buracos dos quais não conseguimos desviar a tempo. Mas ela escolhe cuidar mais de si mesma, se observar, olhar por onde anda.
Ela vai olhar para os lados. E de todos os lados há pessoas e coisas e momentos bons.
Ela vai.
Seu coração, ela sabe, permanece o mesmo. O sentimento está lá, ela não vai se esconder dele, ela o vê, diz bom dia, mas sai por aí caminhando que hoje faz um sol bonito e há muita coisa para ver. Ela tem esse jeito de sentir, oras. Ela se apaixonou, oras. Um dia vai passar, oras.
E hoje... ela escolheu sair para dar uma voltinha.
4 commenti:
Prefiro comentar este só, pq o tom do outro é mais forte, mais soturno... E vejo que este demonstra que a menina parece já ter um norte. No fim, tudo se resolve, oras.
vc me encanta com as palavras, oras...adoro!
era meu o de cima viu bunita!!
Essa poesia que transborda e que nos faz tirar sentimento até de pedra...
E se não fosse assim como seria?
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