
Mas agora... essa dor no coração, essa vontade de fazer curar o mundo... Conversa com a Sol pelo telefone. Como entender? O que fazer?
Essa efemeridade da vida. Essa falta de entendimento.
Uma vontade de segurar a mão de quem talvez nem queira ter a mão segurada. Uma vontade de segurar a mão, de deitar no colo, de dizer... Deixa, eu cuido de você. Vem aqui, senta aqui, vou fazer algo por você, vou fazer o mundo parar de doer. Fique aqui quietinho, em silêncio, eu vou assoprar, assoprar, bem devagarinho, e vai passar. Você vai ver.
Queria um tempo maior para sentar e escrever uma história. Uma história bem bonita para te dar de presente. Para te agradecer pelas coisas boas, para te perdoar pelas coisas ruins. Para dizer: valeu a pena. Para dizer: lembrarei sempre de você com carinho. Para dizer: estou aqui, se precisar de mim, se o mundo estiver doendo. Estou aqui.
Tomara que haja alguém hoje para te deitar no colo e te dizer coisas bonitas. Ou melhor, para ficar em silêncio, pois não me parece que haja nada bom de se dizer. Tomara que haja alguém para te dar carinho. Para te falar de amor, de segurança, de união, de fortaleza. Alguém que queira ir para Prudente. E cuidar de você com carinho. Do fundo do meu coração te desejo um alguém, um amor, um amigo, um parente. Alguém que te ame, que te acolha, que dê carinho, que te faça companhia. Você que é tão duro às vezes, você que se fecha tanto. Você.
Que Deus possa estar do seu lado. Nas cordas do teu violão.
http://www.youtube.com/watch?v=gqqZPxta4Vk
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas
Do meu violão tocando
E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem por que
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo-me envolver
Pelo braço do meu violão
E o peito meu
Fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí que eu
Sinto a mão de Deus
Na minha mão.
Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas
E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas
E aí começo a ver
Que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou
Por todo o meu caminho
E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção
Falando de você,
Amigo violão,
Que comigo estará
Até eu morrer.
Nessun commento:
Posta un commento