
Sofremos muito com o pouco que nos falta e
gozamos pouco o muito que temos.
gozamos pouco o muito que temos.
Há dias que eu deveria ter passado por aqui. Mas acontece que a novidade era tamanha que eu não consegui.
Ando vivendo.
Na boca nesse fim de semana um gosto que eu só tinha sentido duas vezes na vida. Uma em 1996 e outra em 1998. Agora, em 2009, um acontecimento toma corpo, gosto de primeira vez.
Eu não havia reparado, mas esse ano tem trazido tanta coisa nova na minha vida... Quando me dei conta, já havia um turbilhão de coisas. Viagem sendo planejada para o fim do ano. Pessoas novas. Amizades novas. Mais música. Mais encontros.
Alguns projetos engavetados... (E como é que eu estudaria com tudo isso de trabalho?) Mas muita vida correndo...
Agora é julho e eu me sinto bem feliz, bem grande, cheia de coisas para resolver, meio perdida, muito sozinha, mas feliz. Essa alegria que tem sido minha companheira desde muito. E que insiste. E volta.
Não querer ser sempre para pra sempre ser, canta a Ceumar. E eu finalmente entendo que não há a possibilidade de prender as coisas e pessoas que gostamos num lugar fixo. A vida muda o tempo todo e as pessoas vão e vem. Nós também mudamos sem parar, por mais que às vezes a coisa pareça emperrar por um tempo. Quando nos damos conta, lá estamos em outra situação, lá estamos no meio do novo, tentando aprender a lidar com as mudanças todas que passamos.
Finalmente entendo que a vida vai indo e o que fica é o nosso olhar para as coisas, é o quanto guardamos dentro aquilo que vivemos. Ficam as experiências. E eu ando experimentando o mundo em grandes porções.
Esses dias conversei com o Gil e disse: Sei, sei que dia ou outro a gente pode quebrar a cara. Que pode doer, que pode sangrar, magoar... Mas não é por isso que deixaremos de viver, de experimentar. Não podemos. Quando deixarmos de sentir o mundo, não mais estaremos vivos. E o mundo é isso, um transbordamento. Não há para onde fugir, em todos os lugares há fatias doces e amargas, a toda hora a gente vai experimentando...
Tem gente que fica anos no mesmo gosto, no mesmo pedaço, com medo do mundo, dos gostos novos, com medo de não gostar. Eu mesma sou boa nisso. Não troco meu sorvete de morango por nada. E em outras áreas já fiz a mesma coisa durante muito tempo. Agora não. Agora ando experimentando outros sabores...
Estou indo. Ainda não sei bem para onde. Nem sei se é preciso saber. A vida é efêmera. Estou indo, seguindo o meu coração, a minha intuição. Seguindo o meu caminho.
Feliz, alegrinha. Com um gosto na boca todo diferente, todo novo, todo meu.
Julho é um mês curto e há tanto, tanto para resolver. Mas ainda é 2 de julho, aniversário da minha linda prima Mariana. Eu preciso respirar fundo, decidir as férias de julho, decidir o feriado da semana que vem, decidir o fim de semana. Há tanta possibilidade que meus olhos se perdem... Fico assim no meio das novidades, sempre me sinto uma menininha abandonada, esperando a mãe pegar a mão e guiar por aí. Mas dessa vez quero escolher o caminho sozinha, ainda que o excesso de possibilidades me deixe meio tonta.
O mundo é grande e eu sou pequena, caibo em diversos lugares. Há inúmeros caminhos lá fora. Inúmeras pessoas novas. Muitas possibilidades.
Sim, há um milhão de problemas. Eu tenho muitos deles para resolver. Me dá vontade de colo, de ajuda, de soluções milagrosas. Mas em meio aos pequenos problemas e confusões do cotidiano, há coisas mágicas acontecendo todos os dias.
Eu quero provar a vida. Sem medo de me perder. Com a certeza de que fora nada se dará. As coisas mais importantes acontecem cá dentro. As coisas de fora só servem para moldura. Cá dentro é que andam acontecendo grandes mudanças. Mudanças que ninguém vê, mas que eu ando sentindo.
Este ano está me trazendo tanta possibilidade de crescimento.... Lá se foram seis meses... E tanta coisa nova eu aprendi. Me resta agradecer, em oração, todas as oportunidades. Silenciar e agradecer a todas as pessoas que estiveram e estão no meu mundo.
Um tantinho de medo e um tantinho de coragem... É assim que sigo. Mas sigo. Confiando nas esquinas, nos luares, nos encontros, no destino.
Ps. Esqueci de dizer que a frase do início vi dentro do estojo de violão (se chama estojo?) de um mocinho muito querido. Ele disse que colocou lá porque acha essa frase fundamental e toda vez que pega o violão - muitas vezes por dia - se depara com ela...
2 commenti:
Ah, o mundo das possibilidades. É neste em que insisto em viver.
ah, sei que é brega, mas ontem vi uma frase colada num carro que achei bem interessante:
"não diga a Deus que vc tem um grande problema, diga ao problema que vc tem um grande Deus!"
bjs
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