
O ACASO
O que é o acaso,
esse vento que mistura
as vidas?
De onde vem,
de que estranho universo,
mar ou continente?
As cortinas da casa
se agitam
e as águas nas moringas.
Um estranho estremecimento
enruga a face dos espelhos.
Alguém toca o sino do poço
das águas desconhecidas.
O acaso tem um cheiro ardente
Roseana Murray
O que é o acaso,
esse vento que mistura
as vidas?
De onde vem,
de que estranho universo,
mar ou continente?
As cortinas da casa
se agitam
e as águas nas moringas.
Um estranho estremecimento
enruga a face dos espelhos.
Alguém toca o sino do poço
das águas desconhecidas.
O acaso tem um cheiro ardente
Roseana Murray
Por acaso estou aqui agora. E por acaso o *&%$#*&@ do computador (a culpa foi minha, eu sei) apagou tudo o que eu já tinha escrito. Por acaso eu tenho raiva, muita raiva, mas vou começar a "redizer" o que já foi dito.
Por acaso estou aqui. Por acaso, nesse momentinho, um pouco irritada com esse *&&*¨%#¨ computador. Por acaso tenho vinte e quatro anos, sou de peixes e gosto de brigadeiro. Por acaso choro bastante, vivo apaixonada pelas coisas e minha cor preferida é verde. Assim, por acaso. Por acaso eu fabrico sonhos, cada dia um novo, um atrás do outro, o tempo todo, a vida toda. Por acaso isso também me irrita. Por acaso eu não sou lá uma pessoa muito calma e como me disse uma querida amiga, dia desses, pra gostar de mim é preciso me conhecer bastante. Porque, por acaso, eu sou meio esquisitinha mesmo. Porque por acaso eu posso ser muito simpática ou simplesmente nem cumprimentar. Porque, por acaso, tem dia que a minha cabeça está nas nuvens, e eu simplesmente quero a solidão dos meus pensamentos.
Por acaso, tenho um trabalho para entregar. A editora está esperando e eu ainda não terminei. Por acaso resolvi escrever mesmo assim, porque hoje estou “transbordante”. Por acaso, muito por acaso, moro em São Paulo e terminei a faculdade há quase seis meses. Por acaso, estou aqui. A mexerica me olhando. Laranjinha, laranjinha, aqui do lado. Por acaso toda a minha família. Por acaso todos os meus amigos. Por acaso a Sol, o Gil, a Fernanda, a Ana, a Melissa. Por acaso as Camilas, o Junior. Por acaso a Mari e o Iberê. Por acaso as Julianas. E tantos outros. Todos por acaso.
Por acaso, muito por acaso desse mundo, ontem jantei com o Guilherme (e que saudades eu estava desse meu amigo). Por acaso Guilherme também sonha todo dia, de olhos abertos, andando pelo mundo. Por acaso ele também “historifica” e “cinemifica” tudo. Por acaso, eu desatei a falar dos meus planos, do que quero estudar. Por acaso, rimos, falamos, planejamos juntos. Por acaso, ele me levou a um núcleo, assim que eu falei dos meus projetos. Por acaso a porta estava aberta – quase, quase fechada – por acaso a curiosidade venceu a preguicinha – vamos subir até lá? Por acaso, fomos. E, obra do acaso do acaso, eles estavam oferecendo um curso, justamente em julho. E justamente as inscrições são nessa semana. Por acaso, eu fiquei encantadíssima. Por acaso, hoje acordei cedo e fui lá no núcleo. E – quanto acaso nessa vida – dei de cara com um serzinho que não tinha a mínima vontade de encontrar. Serzinho que anda azucrinando a minha vida no último ano. Serzinho que entrou para a lista negra – e pequenininha, diga-se de passagem – de pessoas que eu quero longe, bem longe, o mais longe possível de mim. Serzinho insuportável, se podemos dizer assim. Por acaso, o serzinho tem estreita relação com o núcleo. Por acaso. Ai, esses acasos.
Por acaso, hoje a minha aluna não pôde ter aula. Por acaso, eu fui ao shopping, entrei na livraria (eu sei, eu sei, livraria é lugar altamente prejudicial ao bolso) e passeei pela seção de livros infantis. Por acaso, um livro lindo, que está agora – adivinhem! – do meu ladinho. Chama-se Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove. Por acaso, li a apresentação, escrita pela Ana Maria Machado, e trouxe o livrinho comigo. Por acaso, lembrei da música que o Má fez pra mim: Camila e o guarda-chuva amarelo e lembrei da minha paixão por guarda-chuvas. E por dia de chuva. Lembrei de estar sentada embaixo da janela. Lembrei da minha mãe falando como é bonito ficar ouvindo o barulhinho da chuva no telhado. Lembrei que gosto de água. Por acaso, muito por acaso. Por acaso, fiz a minha inscrição no curso – descobri pela manhã que não era no núcleo, mas na administração que eu deveria fazer a matrícula – e, por acaso (e sorte), consegui uma das últimas vagas. Por acaso, um pouco antes, encontrei a Paola no corredor e ela me perguntou se eu estivera no shopping. Eu disse que sim. Ela me disse que tinha me visto. Assim por acaso. Então, eu fui ao banco pagar a matrícula. Por acaso, a Paola estava lá, no caixa-eletrônico, mas não me viu. Por acaso, estivemos em três lugares comuns no mesmo dia. Em dois eu a vi, em dois ela me viu. Em um só ela me viu, em outro apenas eu a vi. Acasos. Então, eu acabo de almoçar e resolvo escrever sobre essa multidão de acasos desenfreados que tem sido o mundo. Esse acaso que é existir. Que é ser assim ou assado.
Por acaso, eu tinha treze anos e freqüentava a Casa da Cultura. Por acaso, os professores, quantos professores dessa vida. Por acaso, a Miriam. Me incentivou, me trouxe poesia, deu cores ao meu sentir, perceber as coisas. Por acaso, o Xicão me fascinou, com suas aulas cheias de magia e histórias macabras de gatos pretos. Por acaso, a Giovanna disse um dia que a literatura individualiza o sujeito na massa. Que gente não é número, que tem sentimento. Por acaso, a Giovanna. Por acaso, o Leoni me trouxe Drummond. E eu nasci em uma cidadezinha pequena, mas que tinha uma biblioteca linda. E meu avô nunca parava de ler. E eu conheci o Junior. (Tudo isso por acaso!) E íamos para a biblioteca – que deixara de ser bonita e virara apenas um cantinho apertado (o prédio da antiga biblioteca, que um dia também foi um cinema, virou igreja evangélica). Mas era um cantinho apertado cheio de livros. E a gente passava tardes inteiras por lá. Por acaso, muito por acaso.
Por acaso a faculdade. Nunca vi acaso tão bonito. Letras. Por acaso, eu encasquetei de estudar italiano. Por acaso, a Paola. Por acaso, ela me trouxe o mágico, a alegria da língua italiana. Por acaso, o amor. O amor das coisas que a gente gosta. O amor.
Por acaso, um dia eu disse que não daria aulas de italiano. Mas por acaso, há um ano, dou. Por acaso, me apaixonei. Mas foi só por acaso. Muitos acasos.
(Querido leitor, sei que você está cansado desse texto cheio da palavra acaso, prometo que já paro de falar).
E hoje eu senti uma dor meio forte. E vim pensando na morte. Por acaso, me deixem explicar, eu sou hipocondríaca. E estou relendo Menino de Engenho. Livro que vou trabalhar com os meus alunos. E por acaso o menininho do livro está falando sobre morte, bem nesses últimos capítulos que li. Está falando do medo de morrer.
E daí eu misturei tudo e vim pensando sobre acasos. Todos os acasos. Por acaso, as alegrias. Por acaso, as tristezas. A morte. Por acaso, meu amigo perdeu a esposa no fim do ano passado. Por acaso, o pai do meu aluno morreu. Por acaso, no trimestre passado, trabalhamos com entrevistas e ele entrevistou o pai. Por acaso, aquela alegria nos olhos dele. O pai, um baterista amador, entendedor do assunto (bateria), como ninguém. Por acaso, o pai morreu de infarto aos 40 anos. Por acaso, meu pai perdeu a mãe quando tinha dois anos. Por acaso, olhem que coisa, eu fiquei sem avó paterna. Tive bisavó. Mas avó, avó eu não tive. Nem sei dos seus olhos, que cor tinha seus cabelos. Quais eram seus sonhos, seu jeito de rir. Porque avó sempre tem jeito de rir. E a minha avó materna tem o riso mais lindo e envolvente que há nesse mundo. Da minha avó paterna sobrou uma fotografia e quase ninguém pra contar. Por acaso, claro. Sempre por acaso.
Por acaso, meus tios. Minhas irmãs. Olhem, que acaso grande. Por acaso o tio João. A física. A matemática na casa dele. E os olhos. Os olhos do tio João. Por acaso, tio João também infartou. E por acaso – graças a Deus – está vivo. Mas por acaso, não pára de fumar. Isso me irrita e me dá vontade de proteger, de cuidar. Ei, tio João, por que você quer morrer? E se não existir vida após a morte? E se for tudo uma seqüência de acasos e acasos e acasos? E se o espiritismo dos meus avós estiver errado?
Por acaso estou aqui. Por acaso, nesse momentinho, um pouco irritada com esse *&&*¨%#¨ computador. Por acaso tenho vinte e quatro anos, sou de peixes e gosto de brigadeiro. Por acaso choro bastante, vivo apaixonada pelas coisas e minha cor preferida é verde. Assim, por acaso. Por acaso eu fabrico sonhos, cada dia um novo, um atrás do outro, o tempo todo, a vida toda. Por acaso isso também me irrita. Por acaso eu não sou lá uma pessoa muito calma e como me disse uma querida amiga, dia desses, pra gostar de mim é preciso me conhecer bastante. Porque, por acaso, eu sou meio esquisitinha mesmo. Porque por acaso eu posso ser muito simpática ou simplesmente nem cumprimentar. Porque, por acaso, tem dia que a minha cabeça está nas nuvens, e eu simplesmente quero a solidão dos meus pensamentos.
Por acaso, tenho um trabalho para entregar. A editora está esperando e eu ainda não terminei. Por acaso resolvi escrever mesmo assim, porque hoje estou “transbordante”. Por acaso, muito por acaso, moro em São Paulo e terminei a faculdade há quase seis meses. Por acaso, estou aqui. A mexerica me olhando. Laranjinha, laranjinha, aqui do lado. Por acaso toda a minha família. Por acaso todos os meus amigos. Por acaso a Sol, o Gil, a Fernanda, a Ana, a Melissa. Por acaso as Camilas, o Junior. Por acaso a Mari e o Iberê. Por acaso as Julianas. E tantos outros. Todos por acaso.
Por acaso, muito por acaso desse mundo, ontem jantei com o Guilherme (e que saudades eu estava desse meu amigo). Por acaso Guilherme também sonha todo dia, de olhos abertos, andando pelo mundo. Por acaso ele também “historifica” e “cinemifica” tudo. Por acaso, eu desatei a falar dos meus planos, do que quero estudar. Por acaso, rimos, falamos, planejamos juntos. Por acaso, ele me levou a um núcleo, assim que eu falei dos meus projetos. Por acaso a porta estava aberta – quase, quase fechada – por acaso a curiosidade venceu a preguicinha – vamos subir até lá? Por acaso, fomos. E, obra do acaso do acaso, eles estavam oferecendo um curso, justamente em julho. E justamente as inscrições são nessa semana. Por acaso, eu fiquei encantadíssima. Por acaso, hoje acordei cedo e fui lá no núcleo. E – quanto acaso nessa vida – dei de cara com um serzinho que não tinha a mínima vontade de encontrar. Serzinho que anda azucrinando a minha vida no último ano. Serzinho que entrou para a lista negra – e pequenininha, diga-se de passagem – de pessoas que eu quero longe, bem longe, o mais longe possível de mim. Serzinho insuportável, se podemos dizer assim. Por acaso, o serzinho tem estreita relação com o núcleo. Por acaso. Ai, esses acasos.
Por acaso, hoje a minha aluna não pôde ter aula. Por acaso, eu fui ao shopping, entrei na livraria (eu sei, eu sei, livraria é lugar altamente prejudicial ao bolso) e passeei pela seção de livros infantis. Por acaso, um livro lindo, que está agora – adivinhem! – do meu ladinho. Chama-se Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove. Por acaso, li a apresentação, escrita pela Ana Maria Machado, e trouxe o livrinho comigo. Por acaso, lembrei da música que o Má fez pra mim: Camila e o guarda-chuva amarelo e lembrei da minha paixão por guarda-chuvas. E por dia de chuva. Lembrei de estar sentada embaixo da janela. Lembrei da minha mãe falando como é bonito ficar ouvindo o barulhinho da chuva no telhado. Lembrei que gosto de água. Por acaso, muito por acaso. Por acaso, fiz a minha inscrição no curso – descobri pela manhã que não era no núcleo, mas na administração que eu deveria fazer a matrícula – e, por acaso (e sorte), consegui uma das últimas vagas. Por acaso, um pouco antes, encontrei a Paola no corredor e ela me perguntou se eu estivera no shopping. Eu disse que sim. Ela me disse que tinha me visto. Assim por acaso. Então, eu fui ao banco pagar a matrícula. Por acaso, a Paola estava lá, no caixa-eletrônico, mas não me viu. Por acaso, estivemos em três lugares comuns no mesmo dia. Em dois eu a vi, em dois ela me viu. Em um só ela me viu, em outro apenas eu a vi. Acasos. Então, eu acabo de almoçar e resolvo escrever sobre essa multidão de acasos desenfreados que tem sido o mundo. Esse acaso que é existir. Que é ser assim ou assado.
Por acaso, eu tinha treze anos e freqüentava a Casa da Cultura. Por acaso, os professores, quantos professores dessa vida. Por acaso, a Miriam. Me incentivou, me trouxe poesia, deu cores ao meu sentir, perceber as coisas. Por acaso, o Xicão me fascinou, com suas aulas cheias de magia e histórias macabras de gatos pretos. Por acaso, a Giovanna disse um dia que a literatura individualiza o sujeito na massa. Que gente não é número, que tem sentimento. Por acaso, a Giovanna. Por acaso, o Leoni me trouxe Drummond. E eu nasci em uma cidadezinha pequena, mas que tinha uma biblioteca linda. E meu avô nunca parava de ler. E eu conheci o Junior. (Tudo isso por acaso!) E íamos para a biblioteca – que deixara de ser bonita e virara apenas um cantinho apertado (o prédio da antiga biblioteca, que um dia também foi um cinema, virou igreja evangélica). Mas era um cantinho apertado cheio de livros. E a gente passava tardes inteiras por lá. Por acaso, muito por acaso.
Por acaso a faculdade. Nunca vi acaso tão bonito. Letras. Por acaso, eu encasquetei de estudar italiano. Por acaso, a Paola. Por acaso, ela me trouxe o mágico, a alegria da língua italiana. Por acaso, o amor. O amor das coisas que a gente gosta. O amor.
Por acaso, um dia eu disse que não daria aulas de italiano. Mas por acaso, há um ano, dou. Por acaso, me apaixonei. Mas foi só por acaso. Muitos acasos.
(Querido leitor, sei que você está cansado desse texto cheio da palavra acaso, prometo que já paro de falar).
E hoje eu senti uma dor meio forte. E vim pensando na morte. Por acaso, me deixem explicar, eu sou hipocondríaca. E estou relendo Menino de Engenho. Livro que vou trabalhar com os meus alunos. E por acaso o menininho do livro está falando sobre morte, bem nesses últimos capítulos que li. Está falando do medo de morrer.
E daí eu misturei tudo e vim pensando sobre acasos. Todos os acasos. Por acaso, as alegrias. Por acaso, as tristezas. A morte. Por acaso, meu amigo perdeu a esposa no fim do ano passado. Por acaso, o pai do meu aluno morreu. Por acaso, no trimestre passado, trabalhamos com entrevistas e ele entrevistou o pai. Por acaso, aquela alegria nos olhos dele. O pai, um baterista amador, entendedor do assunto (bateria), como ninguém. Por acaso, o pai morreu de infarto aos 40 anos. Por acaso, meu pai perdeu a mãe quando tinha dois anos. Por acaso, olhem que coisa, eu fiquei sem avó paterna. Tive bisavó. Mas avó, avó eu não tive. Nem sei dos seus olhos, que cor tinha seus cabelos. Quais eram seus sonhos, seu jeito de rir. Porque avó sempre tem jeito de rir. E a minha avó materna tem o riso mais lindo e envolvente que há nesse mundo. Da minha avó paterna sobrou uma fotografia e quase ninguém pra contar. Por acaso, claro. Sempre por acaso.
Por acaso, meus tios. Minhas irmãs. Olhem, que acaso grande. Por acaso o tio João. A física. A matemática na casa dele. E os olhos. Os olhos do tio João. Por acaso, tio João também infartou. E por acaso – graças a Deus – está vivo. Mas por acaso, não pára de fumar. Isso me irrita e me dá vontade de proteger, de cuidar. Ei, tio João, por que você quer morrer? E se não existir vida após a morte? E se for tudo uma seqüência de acasos e acasos e acasos? E se o espiritismo dos meus avós estiver errado?
Aí seria tudo acaso mesmo. E não é? E tem explicação? Por acaso está ficando tarde. E eu quero fazer xixi. Tudo muito por acaso. Por acaso é assim. Porque senão seria tudo diferente. É bonito, o acaso. Lembro do livro Luna Clara e Apolo Onze . (O livro, aliás, pelo qual eu tive uma enorme crise de paixão, e sobre o qual eu fiquei falando com os olhos brilhando para o Má, quando o Má era apenas um amigo. O livro, quer dizer, a minha paixão pelo livro, é um pouco responsável pelo nosso namoro). Lembro do livro, só lendo dá para explicar direito, mas vá lá, lembro das queridas coincidências coloridas, que eram um monte de senhorinhas que ficavam jogando com a vida das pessoas. Cada uma de uma cor diferente. Dezenas, centenas, milhares de coincidências coloridas. O livro deixa o acaso mais bonito, mais certinho. Assim como o espiritismo, que me foi ensinado por tantos e tantos anos, dos meus avós. Falo dos meus avós, porque não é qualquer espiritismo, é aquele ensinado e vivenciado pelos meus avós, no centro, nas reuniões, nos livros, nas palavras, nos domingos-de-pão-com-mortadela-e-passeio-na-feira. Não gosto do acaso largado. Do acaso-acaso. Prefiro as coincidências coloridas de Luna Clara e Apolo Onze e o espiritismo dos meus avós. E torço, em silêncio, para que um desses esteja certo. Para que a morte e a vida, a raiva e o perdão, o sentir e o ignorar não sejam meros acasos sem sentido, mas acasos repletos de significados. Alguém aí vai me dizer que a gente pode dar sentido para as coisas que vão acontecendo. Que também é bonito. Bonito é. Concordo. A vida e suas coincidências. Muito bonito tudo isso. Também é bonito esse acaso por acaso. Mas ainda prefiro o “nada é por acaso” da minha avó. E as coincidenciazinhas do Luna Clara e Apolo Onze.
6 commenti:
Que texto gostoso de ler!
Tem mais de onde veio esse?
Por acaso estava sem sono e por acaso parei aqui para espiar e por acaso me encantou tanto tanto que não consegui parar de ler até a última palavrinha... só por acaso! rs.
Por acaso não te conheço como as pessoas costumam se conhecer, mas por acaso creio que te conheço um pouco, e o acaso me leva a pensar isso já que somos tão parecidas e acho que eu me conheço um pouquinho, só por acaso...
Engraçado como por acaso eu tbm fabrico sonhos, gosto de brigadeiro e não sou muito calma não... por acaso...
De repente "nada é por acaso" mesmo!!
Tenha um ótimo fds!
Mil beijos e acasos lindos e cheios de significados
Por acaso passei aqui e li o seu textos.
Por acaso fiquei encantadíssima.
Quanta inspiração, hein?
Eu odeio quando o computador fica boicotando a gente, principalmente se a gente tem muita coisa a escrever e a fazer.
E se nada é por acaso nesta vida, então o acaso fez bem em nos colocar blog-antenadas. Aliás, como foi mesmo? Eu descobri seu blog ou vc o meu?
Acaso foi esse vento que mistura as nossas vidas?
Poxa, bonita também a sua mensagem. Tudo o que expressamos tocados pela emoção fica carregado de sensibilidade.
Gostei muito de suas palavras.
Eu compartilho com vc dos pensamentos sobre a banalização dos problemas acarretados da bebida, dos problemas sociais que advêm com ela, inclusive pessoas na rua.
Acho que se as pessoas entendessem mais sobre o alcoolismo, sobre a doença alcoolismo, elas refletiriam melhor sobre o que falam, anunciam, cantam.
Olha, não vai faltar oportunidade para um próximo churrasco!
Beijão!!!
Ah, O texto fui eu que escrevi mesmo...
Oi, pessoa. Por acaso nos conhecemos, por acaso temos algumas afinidades... Inclusive um blog! Adicionei o link do seu blog lá no meu, ok? Mas foi só por acaso (rsrs).
Nem me fale em acaso... Até pouco tempo era meu maior inmigo.... É que eu sabia que só por acaso poderia experimentar a vida e as coisas novas, as pessoas novas... E só bem por acaso me apaixonaria - como sempre me apaixonei! - sempre por acaso... Assim só por acaso alguém se apaixonaria -como já se apaixonaram - por mim.... E pronto, aí o maior acaso de todos... Só por um enorme acaso eu me apaixonaria pela mesma pessoa que um dia teria se apaixonado por mim... Era depender demais do aacso para ser feliz... Era e foi... E tem sido.... Não, claro, sem alguma ajuda minha (e do meu menino)para saber como continuar... Mas foi acaso no começo. E ainda tremo de lembrar e de saber que esse acaso poderia nunca ter sido, nem este nem outro qualquer... Porque o acaso não tem culpa, não tem endereço nem tem nome qualquer...
Ainda não gosto do acaso, mesmo com a sorte (acaso bom) que tive e tenho...
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