
É pouco o tempo e muita a sede. Acabo de ler textos de amigas tão queridas. Tanta coisa bonita. Ainda não li tudo, ainda não comentei tudo. Queria eu saber dizer as coisas mais certinhas, saber falar de uma coisa por vez... Estou aqui e o assunto que mais me toca é o abandono. Abandono de todas as formas e maneiras. A sensação seca e dolorosa de abandono.
Ontem vim com a Dani falando sobre amor, sobre as formas de amor, sobre o estar apaixonada, sobre motivos, sobre nós.
O Má me disse que andou pensando e que acha que blog expõe mais do que orkut. Falei do meu blog apenas para pessoas queridas. Ele não está indicado no orkut, tenho cuidados com quem entra por aqui... Mas se está na internet é pra todo mundo ler mesmo. Sei lá... Sei lá... Sei que eu não sou o meu blog. Sou tão mais ou tão menos ou tão diferente ou tão igual. O blog é apenas uma forma de dizer, uma tentativa de falar o mundo, as dores. Apenas uma maneira - dentre tantas - de dizer o que sinto.
E o que sinto hoje? O que senti ontem? Pra onde vai indo esse barco? Onde quero ir? Onde estou? Aqui, aqui, ali. Sozinha. Bem acompanhada. Cheia de buraquinhos. O tal queijo suíço. E cheia de paixão. Como viver a vida sem paixão? Sem intensidade? Sem paixão não dá nem pra acordar. Conversas por esse mundo. A melhor receita para ganhar meu coração é ser apaixonado, apaixonada por mim. Sabe o olhar? Sabe aquela felicidade, aquele sorriso quando a gente chega perto? Ai, é isso. É isso que me toca. Aquele descer correndinho as escadas, aquele abraço apertado, aquele e-mail, aquele poema, aquela música, aquele cuidado. Me toca aquele gostar de mim. Assim como me agride aquele não gostar de mim. Aquele me magoar e nem ligar. Eu e as minhas tentativas de não magoar ninguém. Quanta tolice... Muitas vezes se deixar eu mando e-mail pra quem me magoa, escrevo pra quem nem quer saber de mim, dos meus sentimentos. Eu tenho pena de ter inimizades. E o Bruno, na semana passada. Tão bonito, tão querido. Disse que não imagina como eu posso não gostar de alguém, ter sentimentos ruins. Ele me acha tão boazinha, tão bonita. O Bruno, o Bruno. Me faz sentir levinha aquele menino. Me lembra da tia de uma amiga que esperava ansiosa pra me ver comer torresmo (teríamos torremos no jantar naquele dia). Ela disse que imaginava que situação seria eu, tão delicadinha, comer torresmo. Como eu faria? Tão engraçado de pensar. Eu não me acho nada delicadinha. Sou tão atrapalhada, tão confusa. Engraçado perceber como os outros percebem a gente. Tem gente que olha e vê uma coisa. Outros olham e vêem outra totalmente diferente.
Mas como eu ia dizendo - eu não consigo mesmo falar uma coisa só, ainda mais quando está tudo explondindo, como hoje. E eu gosto de explosões. Preciso de paixão. Preciso da intensidade. De declarações. E hoje a data é tão bonita. Tanto tempo pensando na data, tanto tempo pensando, rabiscando meus planos, meus sonhos, milhares deles...
E aqui estou eu. Três minutinhos e já são oito horas. Hoje saudade. Hoje aulas até tarde (e eu lá lembrava que tinha que dar aulas de recuperação?). E o telefone não toca. E o e-mail não veio. Não veio nem nada. Nem ninguém. Quem sabe, quem sabe. Como compreender? Tenho vontade de entrar em um filme bem bonito. Tenho saudades do domingo. Da casa da minha avó. Dos meus primos, das brincadeiras, da alegria. Tenho saudade das palavrinhas, de conversar com o meu tio. Tão bonito o jeito que eles me vêem. Minha família. Se eu pudesse ser tão alegrinha, tão feliz, tão especial... Engraçado... Na casa da minha avó tudo é mágico. Na casa da minha avó o tempo passa lento. Na casa da minha avó lembro de coisas tão bonitas sobre o mundo, sobre mim. Coisas que a semana vai me fazendo esquecer. Acho que é preciso parar. Refletir. Copiando a Lu, posso dizer que eu estou chuvosa. Não chuvosa de choro, me deixem explicar. Chuvosa de mulher. Problemas, que serão resolvidos com uma visitinha a um médico na sexta-feira, me fazem estar chuvosa quase o mês todo. Já pensaram? TPM, ovulação, hormônios. Será tudo uma questão de hormônios? Se houvesse um remédio. Dizem que há remédios para a dor. Existe remédio para abandono? Remédio para tristeza? Remédio para frio??? Dizem que existe, mas eu me recuso a acreditar. Não acredito. Acredito nesse mundaréu de sentimentos, de espaços e vazios. Nessa quantidade de coisas que sinto. Hoje ouvi músicas que não ouvia há tanto tempo. Músicas que vieram de dentro. E eu cantando no ônibus, pelo caminho. Eu cantando as músicas que não ouço há tanto tempo. Hoje tive saudades. Saudades grandes de tantos cantinhos, de tantos amigos. Abraços. Hoje queria abraços. Queria ficar em silêncio. Sabe amigo tão amigo que a gente fica em silêncio e não tem problema? Camila. Cadê a Camila pra estudar cálculo e ler poesia comigo? Cadê o silêncio acompanhado, a solidão que não dói?
Saindo, estou saindo. Provas para corrigir. Pouco tempo pra dizer, eu disse. Nem tenho tempo pra reler, pra corrigir. Me perdoem os erros.
Um e-mail de tempos (doídos atrás). A mesma, a mesma sensação. Ou outra. Mas parecida.
Ontem vim com a Dani falando sobre amor, sobre as formas de amor, sobre o estar apaixonada, sobre motivos, sobre nós.
O Má me disse que andou pensando e que acha que blog expõe mais do que orkut. Falei do meu blog apenas para pessoas queridas. Ele não está indicado no orkut, tenho cuidados com quem entra por aqui... Mas se está na internet é pra todo mundo ler mesmo. Sei lá... Sei lá... Sei que eu não sou o meu blog. Sou tão mais ou tão menos ou tão diferente ou tão igual. O blog é apenas uma forma de dizer, uma tentativa de falar o mundo, as dores. Apenas uma maneira - dentre tantas - de dizer o que sinto.
E o que sinto hoje? O que senti ontem? Pra onde vai indo esse barco? Onde quero ir? Onde estou? Aqui, aqui, ali. Sozinha. Bem acompanhada. Cheia de buraquinhos. O tal queijo suíço. E cheia de paixão. Como viver a vida sem paixão? Sem intensidade? Sem paixão não dá nem pra acordar. Conversas por esse mundo. A melhor receita para ganhar meu coração é ser apaixonado, apaixonada por mim. Sabe o olhar? Sabe aquela felicidade, aquele sorriso quando a gente chega perto? Ai, é isso. É isso que me toca. Aquele descer correndinho as escadas, aquele abraço apertado, aquele e-mail, aquele poema, aquela música, aquele cuidado. Me toca aquele gostar de mim. Assim como me agride aquele não gostar de mim. Aquele me magoar e nem ligar. Eu e as minhas tentativas de não magoar ninguém. Quanta tolice... Muitas vezes se deixar eu mando e-mail pra quem me magoa, escrevo pra quem nem quer saber de mim, dos meus sentimentos. Eu tenho pena de ter inimizades. E o Bruno, na semana passada. Tão bonito, tão querido. Disse que não imagina como eu posso não gostar de alguém, ter sentimentos ruins. Ele me acha tão boazinha, tão bonita. O Bruno, o Bruno. Me faz sentir levinha aquele menino. Me lembra da tia de uma amiga que esperava ansiosa pra me ver comer torresmo (teríamos torremos no jantar naquele dia). Ela disse que imaginava que situação seria eu, tão delicadinha, comer torresmo. Como eu faria? Tão engraçado de pensar. Eu não me acho nada delicadinha. Sou tão atrapalhada, tão confusa. Engraçado perceber como os outros percebem a gente. Tem gente que olha e vê uma coisa. Outros olham e vêem outra totalmente diferente.
Mas como eu ia dizendo - eu não consigo mesmo falar uma coisa só, ainda mais quando está tudo explondindo, como hoje. E eu gosto de explosões. Preciso de paixão. Preciso da intensidade. De declarações. E hoje a data é tão bonita. Tanto tempo pensando na data, tanto tempo pensando, rabiscando meus planos, meus sonhos, milhares deles...
E aqui estou eu. Três minutinhos e já são oito horas. Hoje saudade. Hoje aulas até tarde (e eu lá lembrava que tinha que dar aulas de recuperação?). E o telefone não toca. E o e-mail não veio. Não veio nem nada. Nem ninguém. Quem sabe, quem sabe. Como compreender? Tenho vontade de entrar em um filme bem bonito. Tenho saudades do domingo. Da casa da minha avó. Dos meus primos, das brincadeiras, da alegria. Tenho saudade das palavrinhas, de conversar com o meu tio. Tão bonito o jeito que eles me vêem. Minha família. Se eu pudesse ser tão alegrinha, tão feliz, tão especial... Engraçado... Na casa da minha avó tudo é mágico. Na casa da minha avó o tempo passa lento. Na casa da minha avó lembro de coisas tão bonitas sobre o mundo, sobre mim. Coisas que a semana vai me fazendo esquecer. Acho que é preciso parar. Refletir. Copiando a Lu, posso dizer que eu estou chuvosa. Não chuvosa de choro, me deixem explicar. Chuvosa de mulher. Problemas, que serão resolvidos com uma visitinha a um médico na sexta-feira, me fazem estar chuvosa quase o mês todo. Já pensaram? TPM, ovulação, hormônios. Será tudo uma questão de hormônios? Se houvesse um remédio. Dizem que há remédios para a dor. Existe remédio para abandono? Remédio para tristeza? Remédio para frio??? Dizem que existe, mas eu me recuso a acreditar. Não acredito. Acredito nesse mundaréu de sentimentos, de espaços e vazios. Nessa quantidade de coisas que sinto. Hoje ouvi músicas que não ouvia há tanto tempo. Músicas que vieram de dentro. E eu cantando no ônibus, pelo caminho. Eu cantando as músicas que não ouço há tanto tempo. Hoje tive saudades. Saudades grandes de tantos cantinhos, de tantos amigos. Abraços. Hoje queria abraços. Queria ficar em silêncio. Sabe amigo tão amigo que a gente fica em silêncio e não tem problema? Camila. Cadê a Camila pra estudar cálculo e ler poesia comigo? Cadê o silêncio acompanhado, a solidão que não dói?
Saindo, estou saindo. Provas para corrigir. Pouco tempo pra dizer, eu disse. Nem tenho tempo pra reler, pra corrigir. Me perdoem os erros.
Um e-mail de tempos (doídos atrás). A mesma, a mesma sensação. Ou outra. Mas parecida.
"E o que é a saudade? O que é que é?
O que é essa vontade de estar com você?
Essa quase certeza, tão fria e triste, de que você...
Montanhas de papéis e folhas e livros. Uma decisão.
Não, melhor não ligar. Melhor permanecer quietinha,
esperando qualquer atitude, uma palavrinha que venha
vindo de algum lugar.
Melhor não ligar. Melhor continuar estudando o projeto
político-pedagógico. Melhor entregar. Melhor ir trocar
o DVD pelo livro, deitar, dormir, conversar.
Melhor rir com duas Camilas, uma Camila e Caroline e
uma Sol. Melhor entrar de férias. Melhor, não. Melhor
não ligar.
E se eu virasse passarinho, talvez pudesse voar e ir
até lá. Mas não ligar. Talvez se eu pudesse saber, se
soubesse inventar. Melhor, melhor, muito melhor não
ligar.
Talvez um dia, de qualquer lugar, venha vindo um
sonho, venha vindo um vento, venha vindo um grito, um
carinho, um pensamento. Melhor não ligar. Já dizia
minha mãe que quem muito diz, nada diz de certo,
ninguém ouve. O melhor é dizer pouquinho. E pra dizer
pouquinho o melhor é não ligar.
E se não ligar mais nunca? E se desaparecer no mundo?
E se de qualquer lugar nunca mais vier, nunca mais
chegar? E se...
O Mar, o Mar, o Mar... As ondas quebrando, as coisas
partindo. Uma solidão penetra as vontades. Melhor é
viajar. Pra bem longe, pra qualquer lugar. Mas quem
sabe um dia, bem distante, ele venha, venha vindo,
quem sabe algum dia e-mail, mensagem, telefonema,
abraço, quem sabe algum dia beijo, amor, madrugada e
flores, quem sabe algum dia silêncio, olhar, as mãos,
quem sabe algum dia mãos, mãos, mãos.
Melhor não, melhor mão. Não ligar. Eu sei do melhor,
eu sei da razão, eu sei, eu sei, eu sei. Mas por
qualquer motivo, sempre, o tempo todo, ligo. Ligo pra
ouvir o que? O que ouço? O que espero? O que quero
disso tudo? O melhor, melhor de tudo seria sequestrar.
Tirar daí levar pra lá. Pra lá bem longe, onde só haja
eu e o Mar. Um Mar tão grande e tão imenso, de
abraçar, de beijar, de deitar. E de rir, desdobrar. Um
Mar tão imenso de deitar.
Mas enquanto isso não vem. Não vem. Não ligo. Mas ligo
todo dia. Todo dia o mesmo tempo, o mesmo ritmo, a voz
é a mesma. E há a vida, a vida, a vida, a vida, a
vida, a vida.
E as coisas do mundo. Que não entendo. E o que é que
é?
Melhor não...
'Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei pra onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou
Eu não sei pra onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei pra onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo
Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem'"
Depois do e-mail tanta coisa acontecendo.
Mudanças. Amor. Tristezas e alegrias.
Porque o mundo não é blog, não é e-mail, não é.
O mundo é mais, é menos, é devagarinho,
mais forte, mais fraco, mais suave, mas feliz, mais dolorido.
Essa é apenas uma forma de sentir. Oito horas e quinze minutinhos.
É quatro de junho de novo.
E eu sinto as coisas assim: embaralhadas, desnudas, doídas e tão, tão intensas.
3 commenti:
Eu passei um mês chuvosa qdo troquei de pílula... Tenha cuidado, vc perde mto ferro por causa disso. Coma bastante beterraba e fígado tb é bom... É ruim, ruim no gosto, mas é bom pra vc. Feijão tb tem ferro, mas te faz mal, né?
Se faz mais mal do que bem, acho bom vc pensar se vale a pena.
É mais fácil te falar de comidinhas e de como vc deve cuidar da sua saúde (ainda q vc seja tão preocupadinha e , desculpe pelo palavrão, tão assim hipocondríaca tb...). É mais fácil te dar conselho de mãe (ainda q ser mãe não seja nada fácil, elas sofrem tanto em perceber q só podem aconselhar e rezar, não mais trazer ao ventre e proteger). É mais simples te dizer sobre pães e massas (que engordam, mas são tão gostosas), de refrigerantes e sucos, até de dores de estômago e de estar chuvosa... É mais fácil pq é só carinho, só preocupação...
Falar do seu sentimento, esse mesmo que tem uma pessoinha pra receber e pra devolver, é muito mais difícil. A pessoinha é só sua, sua como não pode ser de mais ninguém. É só de vcs o sentimento, só vcs sabem a dor e a delícia de se terem, de se saberem.
Acho tão complicado, Cá! Queria poder dizer: vai, foge pro mar, põe tudo num baú e foge pro mar, pro outro lado do mar, pra bem lonjão e pra ser bem feliz com quem te faça feliz. E ser feliz pode ser é tão diário e tão simples, e vc tem tanta capacidade disso e tanta chance. Porque é tão fácil para as pessoas te amarem... É tanta a chance q eu fico sem entender... E com medo de perguntar onde dói, como mexer na feridinha, como fazer pra melhorar..
Não sei como ajudar, sei que é preciso cuidar, por remedinho, tem q melhorar... não basta saber que dói...
Linda... O telefonema veio... Tarde, mas bonito. Eu e o meu exagero, essa falta ambulante....
Quando digo fugir para o Mar, quero dizer para o meu Mar... Me entregar, me doar, viver o amor do jeito que ele me vem...
Estou melhorzinha. Ontem não era dia de lágrimas mas de espera, entende? Não foi dia de tristeza, mas de angústia, de intensidade.
Tão bom chegar aqui e encontrar suas palavrinhas. Ando com saudade.
E no fim é isso mesmo. A vida não é blog. Blog é momentinho. Ontem um momentinho de abandono. Mas tantos acontecimentos. Tantas leituras, conversas. Tanta prova para corrigir. A novela na TV, a música que a gente ouve antes de dormir, o banho quentinho... O telefonema que veio doce...
Mas é que eu amo e quero hoje, quero agora. E agora é momentinho. Sentir é bem maior. Hoje o mundo mais levinho. Te amo grande. Beijos e mais beijos.
Li sua mensagem uma, duas, mil vezes... Tão bonita... Ai, ai... Te amo, viu?
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