
Este texto é pra você. Pra você que eu tanto adoro e que sabe me tirar da caixinha onde eu me coloco dia ou outro. Para você que, delicademente, sabe me abrir, me mostrar o melhor de mim. Pra você que me mostra que eu realmente não sei amar, mas que todos nós não sabemos, somos todos errados do começo ao fim. Mas vivemos. E continuamos. Para te agradecer pelo resgate, pelo carinho, pelas palavrinhas. Pra você que entrou na minha vida há alguns anos e que nunca mais vai sair. Pra você que é diferente, mas tão igual. Pra você que anda tristinha, mas que não pode, não pode, não pode. Esta é uma pequena mensagem pra você, logo você que não gosta de Zeca Baleiro (mas que comprou um CD dele esses dias). Pra você que é linda e que eu amo. Esse texto é para você, Daniela.
Obs: É impressionante como os problemas na família se resolvem assim, de repente, numa crise de riso no meio da sala. É impressionante como eu amo as três mulheres que são a minha família. E como elas são chatas. E como são lindas. E como é bom uma crise de riso de chorar, num sábado à noite.
Obs: É impressionante como os problemas na família se resolvem assim, de repente, numa crise de riso no meio da sala. É impressionante como eu amo as três mulheres que são a minha família. E como elas são chatas. E como são lindas. E como é bom uma crise de riso de chorar, num sábado à noite.
Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
4 commenti:
Feliz por vc estar com a caixinha aberta ao mundo, por estar feliz tb!
Logo comento melhor, tá!
Grande bjo!
P.S.: Tem comentário do texto das saudades lá embaixo!
Lindas palavras, lidas, pessoa!
Ops... Esqueci de dizer que a música é do Baleiro, mas a letra é do poeta norte-americano E. E. Cummings e foi traduzida pelo Augusto de Campos.
O Zeca Baleiro ouviu essa poesia no filme Hanna e suas irmãs do Woody Allen... O engraçado é que eu tinha lido isso no encarte do CD e um tempão depois vi o filme sem querer... O poema está no meio de uma história de amor e traição. Agora não me lembro ao certo da história toda...
O certo é que o poema é maravilhoso, desses que é sempre bom de ler e reler. A verdade é que por mais que a vida nos torne fechados, sempre há um ser capaz de nos tirar de nós mesmos, de nos abrir, delicadamente, pétala por pétala.
Beijo grande!
Minha pessoa mais especial!!! finalmente consegui ler... e ainda bem q consegui ler aqui na minha casa... pq estou chorando!!! calma!!! um choro feliz... pq me senti especial e que de alguma forma faço diferença na vida de alguém... e que bom q essa pessoa é vc!!! minha AMIGA!!! q mesmo tao diferente... sabe me entender perfeitamente!!!... OLHA COMO VC É IMPORTANTE!!!... obrigada!!! te amo mtao!!!
DANI
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