giovedì, febbraio 28, 2008

Pelas ruas de São Paulo....


Tenho cá duas amigas, muito bem diferenciadas... rs. As duas são pequeninas, as duas são muito bonitas, as duas eu conheci nessa cidade linda e louca onde teimo em morar.


Encontro a Márcia depois de dois anos e pouco, algumas poucas conversas por msn... Márcia amiga de ônibus e de trânsito. Márcia tão pequena. Casou. Casou pra fugir de casa, de uma mãe que controlava tudo e todos, de uma mãe que não permitia nada. Márcia menina toda tão certinha, tão pequeninha, casou. Casou com o primeiro namorado. Aquele moço que a magoou um tanto sem fim e que ela disse que nunca mais perdoaria. Casou. Está feliz, Márcia? Não, ela me diz. Mas... O que eu poderia fazer? Já amei tanto aquele moço, mas agora não. Casei porque queria sair de casa, mas eu estaria mais feliz com qualquer outra pessoa. Olho nos olhos de Márcia, pequeninha, magrinha, delicada, estudante de psicologia, Márcia, Marcinha que conheci no ônibus e que eu sempre quis pôr no colo. Vontade de levar pra casa, de cuidar. Mais adulta, agora tem 21 anos. Uma mãe louca, que diz que preferia ter abortado a filha para ela não tomar o caminho que tomou. Márcia não quer tocar piano, nem falar inglês perfeitamente nem ser bailarina. Quer ser só essa menina pequena que estuda psicologia. Mas a mãe nunca entendeu. A mãe queria outra Márcia. Márcia sofre. Tem gratidão pelo moço que a tirou da casa dos pais. Mas amor, amor, Camila, amor não tenho mais.


Mariana é menina de olho verde. Menina de grandes olhos verdes, pequena, pequena, de saia, sambando no mundo. Mariana é história, é um poemazinho que anda. Mariana ri comigo da confusão das escovas de dentes. Mariana tem nome bonito, jeito bonito, gosto bonito. Mariana que ama e que gosta de música, menina Mariana que é tão parecida comigo. Menina que foi o meu maior presente desse ano de 2008. Com Mariana farei aulas de direção (as duas tomando coragem...), com Mariana irei a sambas coloridos, com Mariana rirei. Mariana já está guardada na minha caixinha de amigos queridos e ela mal acabou de chegar. Com Mariana divido meu sono de manhã cedo, meu entusiasmo pelos alunos, minhas críticas, meu amor, meu medo do mundo. Mariana chegou e adoçou meu ano. Mariana, menina parecida.

Tenho cá duas meninas... Márcia e Mariana. Parecem nomes de prima e são mesmo. Parece nome de gente linda, parece e é mesmo. Mariana e Márcia, Márcia e Mariana, duas pequenas, duas meninas que eu queria levar no bolso, pra cuidar, pra ter por perto. Histórias diferentes... Márcia do sorriso fácil, dos olhinhos miudinhos. Mariana dos grandes amores, do amigo que morreu segunda-feira, do coração que vai e vem... Tantas coisas acontecendo além do que nos acontece. Essas duas que são apenas um pedacinho desse mundo, mas que trazem mundos inteiros dentro de si, essas duas que despertam em mim a vontade de abraçar o mundo todo. Duas pecinhas, duas partezinhas do universo, que agora aqui, nessa noite de quinta-feira, me fazem sorrir e dormir em paz com o mundo.
Nesse mundo tão cheio de brutalidades, algumas pessoas preservam essa doçura imensa de existir. Quietinhas, pequeninhas. Duas meninas cá moram em mim.
Mariana e Márcia, Márcia e Mariana. Dois encontros bonitos. Duas meninas. Abraço um tanto forte assim ó, e vou dormir. Boa noite, pequenas. Obrigada por existirem nesse mundo. Nesse meu mundo. Boa noite, meninas. Cá dentro as histórias de vocês estão. Cá dentro eu desejo que vocês sejam felizes. Boa noite, Márcia. Boa noite, Mariana.

3 commenti:

Anonimo ha detto...

...as lágirmas escorrem do rosto de Mariana. Com o coração acalentado por uma amizade fresquinha, que promete muitas alegrias, Mariana chora sorrindo.
Não vê a hora de amanhecer para encontrar o sorriso largo e Camila.

Mariana pensa em Camila:"quero ser poeta como ela qdo eu crescer".

Anonimo ha detto...

Cá..... cadê você? Por que não apareceu no apê da Aline? Tá tudo bem flor? bjs. Cá

Meio assim... ha detto...

Que bonito, pessoa! Que sentimento gostoso de ler! Essa coisa "desinteressante", no sentido de não haver outro interesse por trás, senão o sentimento de amor e de amizade, puro e simples.
Precisamos disso.