domenica, giugno 22, 2008

Escrevendo certo por linhas tortas


... sem a sua, sem a sua,

sem a sua companhia


Às vezes (sempre) nós fazemos planos e quando mal percebemos, as coisas não acontecem exatamente como planejávamos (sempre).

(Isso ouvi de uma pessoa muito querida, que passou algumas horas comigo no banheiro de um bar, enxugando as minhas lágrimas).

Às vezes (na maioria delas) elas acontecem muito, muito melhor. Melhor não, talvez a palavra exata seja diferente. Talvez a palavra exata seja adequada. Talvez o acaso saiba planejar e, principalmente, acontecer melhor do que nós mesmos.

Como seria se as coisas tivessem acontecido como sonhamos? Estou falando de uma casa cheia de verde, de mundos, de companhia, estou falando de pessoas, de sonhos e lugares, de profissão, de amizade, de cidade, de país. Estou falando de muitas coisas.

Como seria se não fosse como é?

Isso nunca saberemos. Sabemos o que é, e com o que é devemos aprender a lidar com o que somos, com o que queremos ser. Fazer planos é divertido, alegre, necessário. Ainda que as coisas sucedam tão de outra forma na maioria das vezes. O que seria do mundo sem os sonhos? Sem cores, sem flores, sem jardins, sem amor?

Na verdade esse texto é para agradecer. A Deus, ao destino, às coisas como elas são.

Caminho pelas ruas hoje. Liberdade, liberdade, liberdade.

Lembro agora de um e-mail, escrito há tanto tempo, para um destinatário passado, mas que traduz o dia de hoje:

A vida, o tempo. Tudo teu.

Cada um é cada um. Depois vem a liberdade, a imensa liberdade, as janelas abertas, as ruas, correndo, correndo.

Ps. Lembrei do Legião, mais precisamente dessa aqui:

Vinte e nove

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos nos saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez

2 commenti:

euqueriaser ha detto...

Quando eu comecei a trabalhar lá na escola, eu achei que o nome da minha futura e nova amiga seria Manoela.
Estava eu num momento todo novo, precisado de pessoas e sonhos e planos.
Ainda bem que o acaso mudar as coisas.

Amo você.

Mari

Camila ha detto...

Querida Mari...

Sabe que pensei muito em você ao escrever esse textinho? Pensei "Meu Deus, quase que não conheço a Mari". Esse quase é exagero meu, tá? Mas pensei que foi uma imensa coincidência te conhecer e poder dividir tantos sonhos, tantas perspectivas, tantas histórias e mundos.

Penso isso sobre todos os meus amigos. Ainda bem que existe acaso, vento, destino, fadinha, anjinho, sei lá o quê. Ainda bem que a vida não vai em linha reta, nas curvas do caminho, encontramos muitas coisas, encontramos amores, ensinamentos, amizades. Encontrei você.

Te amo grande.