venerdì, luglio 11, 2008

"Nunca estou longe de Paris"




Como diria Hemingway, Paris é uma festa... Dizem. Eu mesma não conheço... rs... Mas ontem (ou antes de ontem) reli um texto tão lindo que a Andréia fez sobre a cidade...
(Veja: http://penseiandando.blogspot.com/2008_05_01_archive.html). Ela fez em maio, quando li fiquei até sem palavras, só ontem pude comentar. É, Deinha, não é apenas reler os próprios textos que é bom, é maravilhoso reler os amigos.

A Andréia está em Paris, e escreve Paris e fotografa Paris. A foto aí de cima faz parte do álbum: O lado B de Paris, que ela fez. E hoje eu vi o filme Piaf - Um hino ao amor e me arrepiei. Lembro do convite da Déia para ver no cinema, lembro que não pude ir. Vi hoje cedo, bem cedo. Nem para todos Paris é uma festa, nem para todos o mundo é uma festa. Mas alguns sabem - os mais fortes - gritar o que o mundo fez com eles... Edith, aparentemente tão frágil, foi de uma fortaleza imensa. Me lembrou a nossa Alaíde Costa, não pela voz, nem pela música, mas pela aparente fragilidade, pelo sofrimento. E por essa capacidade de gritar, de cantar maravilhosamente, de contar que a vida nem sempre é uma festa, Paris nem sempre é uma festa. Disso Hemingway sabia (e muito bem) quando escreveu seu livro e mostrou as dificuldades que passou com a mulher por lá. Mas dizia de Paris também muitas coisas mágicas, sobre a atmosfera artistíca, sobre as ruas da cidade... Já faz um tempo que li o livro, mas essas coisas ainda lembro. Talvez seja por isso que em uma entrevista, fora de Paris, Piaf responde: Nunca estou longe de Paris. Misto de alegria e tristeza, de tragédias e de doces lembranças. Grandes cidades são como o mundo. Não é? Este post é em homenagem à amiga Andréia, que de longe vem passando suas impressões sobre a cidade luz!

Assista:

http://www.youtube.com/watch?v=kFRuLFR91e4

Non, je ne regrette rien

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié,
je me fout du passé.

Avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu,
Mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.

Balayés mes amours,
avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
je repars à zéro...

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bienégal.

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
Ça commence avec toi


Não, absolutamente nada


Não, eu não lamento nada
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal
Isso tudo me é indiferente

Não, absolutamente nada
Não, eu não lamento nada
Está pago, varrido, esquecido
Dane-se o passado

Com minhas lembranças
Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
Com todos os seus tremores
Varridos para sempre
Vou recomeçar do zero

Não, absolutamente nada
Não, eu não lamento nada
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal
Isso tudo me é indiferente

Não, absolutamente nada
Não, eu não lamento nada
Pois minha vida, minhas alegrias
Hoje começam com você

Obs: Deinha, eu não entendo francês... Escolhi a tradução que achei mais bonita (e como essa música é bonita!)

Obs 2: Cliquem na foto para vê-la grande. É linda!

1 commento:

Meio assim... ha detto...

Ai, pessoa, que coisa mais bonita!!!! Vim aqui meio sem querer, visitar teu cantinho, do qual gosto tanto, e me deparei com essa linda referência, não só a mim, mas à Piaf, que eu aprendi a admirar tanto depois desse filme. E que filme! Meu Deus... chorei descontroladamente no final! E nunca vi tanta gente sair chorando de uma sessão de cinema!
É simbólico isso! E os franceses não a admiram tanto...tsc, tsc
E a tradução está linda! Aliás, que música!!!!rs
Pessoa, nem vou falar muito... já me estendi mais do que o normal e tô bem emocionada p/ ir além disso.
Como sinto falta das pessoas do meu mundo!!!!!!!