Eu preciso trabalhar e estou atrasada, mas se não disser as coisas por aqui, sinto que vou virar pozinho. Acabo de ter uma conversa com um moço pela internet sobre signos, ascendentes, luas. Descobri que sou mais passional e louca do que imaginava. Mas não é bem sobre isso que gostaria de falar. Quero falar sobre a poesia, a poesia das pessoas. É nisso que acredito, isso resume bem a minha forma de viver, de ver, de desejar o mundo. Essa frase (amor é poesia) foi dita por um carioca querido que conheci ou fui eu mesma que disse, não sei. Mas foi a conclusão de uma conversa na praia, uma conversa sobre encontros e desencontros, sobre poesia e amor.
Na conversa com o mocinho há pouco (pela net), concluímos que não é possível desassociar amor de sexo. E antes que briguem comigo, quero emendar que amor não é só amor de namorado, amor de casamento, amor de para sempre. Amor é poesia, precisa de poesia para existir. E pode ser apenas um encontro fulgás, um efêmero dia na multidão de outros que vivemos... Mas precisa ter poesia.
Na conversa com o mocinho há pouco (pela net), concluímos que não é possível desassociar amor de sexo. E antes que briguem comigo, quero emendar que amor não é só amor de namorado, amor de casamento, amor de para sempre. Amor é poesia, precisa de poesia para existir. E pode ser apenas um encontro fulgás, um efêmero dia na multidão de outros que vivemos... Mas precisa ter poesia.
O bonito é conhecer a poesia do outro, que caminhos o outro encontra para expressar a poesia que possui, qual é a textura dessa poesia. Amor sem poesia não é amor. Sem poesia não vale a pena nem mesmo acordar, é melhor morrer. Claro... há pessoas cheias de poesia que não entendemos, que não nos emociona, que não nos surpreende, nem nada. Talvez emocione outros. Talvez seja um caso de encaixe. Mas o que eu queria dizer é que mesmo os amores desencaixados, por problemas de tempo, espaço, de outros amores pendentes... Mesmo os amores de um dia, os amores de uma semana, os amores pequenos... Mesmo esses são válidos, nos constroem, nos alimentam. Isso se tiver poesia, porque sem poesia serão meros encontros desesperados de quem busca encontrar alguém na vida e só encontra mundos vazios.. Mas pequenos encontros com poesia, mesmo esses amores que terminam, os de anos que já terminaram, os que nunca chegaram a ser... Esses amores são importantes, não é porque "deram errado" que devem ser desprezados...
Eis o que aprendi nas águas do Rio. Aquela coisa que disse aqui no reveillon voltou forte. O percurso, o caminho, o durante é o que vale. É o que fica. Olhando bem não somos apenas poços de mágoa. Olha bem que você encontra uma música, uma conversa, uns beijos quentes numa noite fria...
Uma das pessoas que mais me emocionaram nessa vida nunca chegou a ser um namorado. E como ele queria. Eu estava num namoro eterno que não parecia ter fim e não topei viver aquele amor novo no meio (e nem conseguiria). Depois tentamos reacendê-lo, mas ele já tinha se ido... No entanto, a poesia daqueles olhos, daquele menino, a forma com que ele repetia meu nome, a forma com que me amava e me dizia as coisas, aquele amor que se foi ainda é presente em mim. E é uma das saudades e amores que guardo com mais carinho.
Conheci muitas pessoas nesses tempos. Algumas deixaram marquinhas. Outras marcas um pouco maiores. Outras talvez cheguem a deixar grandes marcas um dia - o que sabemos do futuro?
Acho que comecei a entender melhor o mundo, a ser mais compreensiva com as histórias dos outros e com as minhas. A entender melhor os relacionamentos amorosos. Apenas acho (humildemente).
Um dia, há alguns anos atrás, uma pequena amiga, com seus quinze anos, me escreveu perguntando se era possível amarmos duas pessoas ao mesmo tempo. Claro que é. Até mais, bem mais. O amor não se esgota como querem nos dizer o tempo todo. O amor é abundante, imenso. Amor não acaba como queremos e não surge como queremos. Claro, há épocas em que nosso coração é apenas de uma pessoa. Só dela, muito dela, para sempre dela. Mas é só espiar dentro que veremos que há outros amores palpitando, outros amores escondidos, amores já vividos e alguns que não pudemos viver. Nosso coração vai levando os amores dentro, mesmo que a gente nem queira mais... O coração não é monogâmico, não é posse de ninguém. O coração carrega amores, pequenos e grandes, que já acabaram e que ainda ardem. O coração é mesmo um queijo suíço.
O ciúme - e eu sou boa para falar disso - existe e maltrata os outros amores que temos dentro. O ciumento quer o amor só para ele, nem quer saber de passado, futuro, nem quer saber dos sentidos do outro. O outro deve ser eternamente seu, sempre seu, seu, seu... Mas não é assim que funciona. O ciumento pode gritar, chorar... mas para sempre o coração do amado amará outras pessoas. Ninguém manda num coração, ninguém manda na saudade. Às vezes - no meu caso muitas delas - o ciumento fica burro e finge não entender que o outro amará mesmo, que não há nada para fazer...
Conheci muitas pessoas nesses tempos. Algumas deixaram marquinhas. Outras marcas um pouco maiores. Outras talvez cheguem a deixar grandes marcas um dia - o que sabemos do futuro?
Acho que comecei a entender melhor o mundo, a ser mais compreensiva com as histórias dos outros e com as minhas. A entender melhor os relacionamentos amorosos. Apenas acho (humildemente).
Um dia, há alguns anos atrás, uma pequena amiga, com seus quinze anos, me escreveu perguntando se era possível amarmos duas pessoas ao mesmo tempo. Claro que é. Até mais, bem mais. O amor não se esgota como querem nos dizer o tempo todo. O amor é abundante, imenso. Amor não acaba como queremos e não surge como queremos. Claro, há épocas em que nosso coração é apenas de uma pessoa. Só dela, muito dela, para sempre dela. Mas é só espiar dentro que veremos que há outros amores palpitando, outros amores escondidos, amores já vividos e alguns que não pudemos viver. Nosso coração vai levando os amores dentro, mesmo que a gente nem queira mais... O coração não é monogâmico, não é posse de ninguém. O coração carrega amores, pequenos e grandes, que já acabaram e que ainda ardem. O coração é mesmo um queijo suíço.
O ciúme - e eu sou boa para falar disso - existe e maltrata os outros amores que temos dentro. O ciumento quer o amor só para ele, nem quer saber de passado, futuro, nem quer saber dos sentidos do outro. O outro deve ser eternamente seu, sempre seu, seu, seu... Mas não é assim que funciona. O ciumento pode gritar, chorar... mas para sempre o coração do amado amará outras pessoas. Ninguém manda num coração, ninguém manda na saudade. Às vezes - no meu caso muitas delas - o ciumento fica burro e finge não entender que o outro amará mesmo, que não há nada para fazer...
Essas foram as coisas que aprendi esses tempos. A ser menos egoísta, menos perfeccionista. A ser mais compreensiva comigo e com os outros. A julgar menos as atitudes alheias e mesmo as minhas. A amar mais o mundo.
Relacionamentos vazios não devem ser colecionados. Há quem colecione, mas esses não dizem nada, não acrescentam nada, somente sugam o coração. Mas há os relacionamentos bonitos, cheios de poesia, mesmo que sejam fulgazes, efêmeros, breves... Há a poesia dos outros que vem e invade a nossa própria poesia de vida e só tem a somar.
Relacionamentos vazios não devem ser colecionados. Há quem colecione, mas esses não dizem nada, não acrescentam nada, somente sugam o coração. Mas há os relacionamentos bonitos, cheios de poesia, mesmo que sejam fulgazes, efêmeros, breves... Há a poesia dos outros que vem e invade a nossa própria poesia de vida e só tem a somar.
Infelizmente somos egoístas e queremos apenas um grande amor. Desprezamos os amores passados, desprezamos os amores que esse amor um dia teve... E com isso nos ferimos e ferimos o outro. O egoísmo não combina com o amor, nem a proibição combina com o amor. Poesia combina com liberdade, com mar, com imensidões. Poesia combina com amor de verdade, amor que é livre para ir onde quiser e voltar quando quiser, se quiser.
Eu vi tudo isso na conversa com o moço na praia, somando com o que andava pensando nos últimos tempos.
Eu sei, nem eu, nem você conseguiremos viver o amor assim. Mas é assim que ele é.
Eu vi tudo isso na conversa com o moço na praia, somando com o que andava pensando nos últimos tempos.
Eu sei, nem eu, nem você conseguiremos viver o amor assim. Mas é assim que ele é.
"Leve, como leve pluma
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.
Na simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma.
Sombra, silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.
Simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece"
Cá vou eu encantada com o amor. Com a poesia dos outros, com a liberdade do mundo. Claro, meu coração também quer parar numa estação e encontrar alguém para segurar a minha mão, menininha em apuros que eu sempre fui e sou, mas agora começo a olhar com outros olhos as relações que tive, as pessoas que conheci, os julgamentos que fiz. Começo a viver o amor de uma maneira um tanto diferente. A esperar menos, no sentido de cobrar menos. De entender que um amor bonito pode durar apenas um dia e ficar no coração por anos a fio. Que os amores devem ser livres e que a gente deve parar de achar que apenas uma pessoa nos completa.
Ainda acredito em grande amor. Mas acredito que viver um grande amor é respeitar o seu passado, assim como respeitar o nosso passado. Respeitar os outros amores, as outras experiências, respeitar a poesia do outro, como ela foi sendo construída, com que amores, com que dores, com quais momentos...
Agora só resta esperar o grande amor, que um dia chega. É, faço parte da turma dos otimistas... Menina alegrinha que só. Mas enquanto não vem o grande amor, vou vivendo e revivendo antigos amores. Vou conhecendo novas poesias, novos olhares. Vou lentamente sentindo as pessoas, sem pressa, com calma.
Não sei se consegui dizer o que entendo por amor, o que entendo por poesia. Só estou sentindo um profundo respeito pela minha história, compreendendo a mim mesma, lembrando da minha amiga de 15 anos e respondendo aqui pra ela que é possível amar inúmeras pessoas e que sempre será assim. Um coração não é de ninguém. O coração é eterno e livre. Por mais que as mãos estejam ocupadas, que tudo mais esteja parado. O coração caminha para frente, para trás, para um lado, para outro.
O coração é um tranbordamento.
Ps. Graças ao meu querido amigo Juliano, consegui colocar a fotinho que tava enooooorme. Mas agora ela ficou pequena demais... Camila no Rio.
2 commenti:
Estou desde o Natal sem passar por aqui... muitas leituras acabei de fazer. E finalizei bem, com o texto mais pisciano de todos. Até já falamos sobre isso um dia. Isso até faz parte do lindo depoimento que vc me deixou uma vez.
E continuo acreditando nisso, acho... há tantas coisas que podemos amar numa pessoa, pq não poderíamos amar mais de uma por um motivo ou outro? A gente nunca ama tudo mesmo... mas o que ama, ama de verdade, e às vezes até "egoisticamente".
Novo beijo de novo ano, com quase um mês de retaguarda...
faz favor? alguém arquiva isso e oferece como leitura obrigatória pra todo mundo que chegar nesse mundo?
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