
Tô aqui pensando em poesia para planejar um curso... Eis que me aparece esse poema, de piedadense (será que posso chamá-lo de piedadense... seria melhor sorocabano?) tão sensível. Vejam se não é uma beleza. Sintam esse título. Dá até vontade de mastigá-lo lentamente palavra por palavra... amor.. tampa.. de... panela:
Amor tampa de panelaNa casa de minha vó,
onde fui criado,
nenhuma panela tinha tampa certa...
Eram sempre panelas pequenas com tampas grandes,
de cores e épocas diferentes
Mas nunca se fechavam hermeticamente
a fumaça escapava sempre...
Fizeram as melhores refeições de minha vida
É claro que tudo dependia das mãos
hábeis e sábias de minha vó
Deus! como era lindo
e gostoso...
Essas panelas me ensinaram a não ter preconceitos...
Márcio Mello
2 commenti:
Ele é um poeta lindo...
lembro-me tanto destas panelas!
beijoca
Lindo de viver.
Beijo, moça.
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