lunedì, febbraio 23, 2009

Já nem sei mais...



... se é cordão ou coração,
sei que é o Paletó Vermeio
que sacode a multidão!!!


Acho que devia ter um carnaval por mês no mundo. Bom demais, sô! Eu não sabia se ria ou se chorava. A festa foi muito, muito, muito bonita mesmo. Isso é que é carnaval. As pessoas da cidade, as pessoas da família, gente de todos os cantinhos de Piedade, todo mundo junto. Isso é que é carnaval de verdade. Festa da alegria, da amizade, do amor. Hoje tem muita festa por aqui. E amanhã tem mais Paletó.


DOMINGO, 22 DE FEVEREIRO, CARNAVAL, RUAS DE PIEDADE

"Foi simplesmente eletrizante. Lá pelas seis da tarde, já iam se concentrando no Paço Municipal umas quinhentas pessoas. O carro de som ocupava o estacionamento e, em volta, integrantes da bateria ajeitavam seus instrumentos e vestiam seus paletós. A molecada corria de lá-pra-cá. Os mais velhos acolá, comentando a beleza da reunião. São Pedro, convenhamos, foi um verdadeiro santo. O Mancha corria atrás de quem se dignasse a carregar os mamulengos. Vinha chegando gente. Muita gente. E a coisa que alguns pensavam seria apenas uma diversão da juventude urbana, ficou feliz em ver o pessoal da periferia e do sítio. Volto a dizer: famílias. Gente de idade e crianças. Muitas crianças no chão e no colo. Chega o mestre Cleber e organiza os músicos da terra e do ar (que estavam sobre o carro). Ao som dos primeiros acordes do cavaquinho do Marinho Tardelli, toda a gentarada se aninhou em volta do grupo. Mas era muita gente. A concentração durou uns quarenta minutos e iniciou-se o trajeto. Do Paço até o início da Comendador Parada teve que ser rápido, porque todo o trânsito fecha ali. Olhando lá pra frente dava-se pra ver a multidão que aguardava a alegria. Chegando no sambódromo piedadense, iniciou-se, agora sim, o desfile. A rua estava entupida. Ninguém queria perder a oportunidade de, por alguns instantes, ser feliz. As pessoas queriam acompanhar o carro e o batuque. Mas era quase impossível. Lá na frente a rainha da bateria, a porta bandeira e o mestre-sala abriam o cortejo, atrás, o carro com os puxadores, Cleyton, Bertinho e João Vitor, cavaquinhos e o sete-cordas do Zezé. Depois a bateria completa, todo mundo a caráter, com seu paletó impecável"

"Agogôs, chocalhos, gazás, tamborins, caixas, contra-surdos e, lá atrás os surdões. Atrás dos surdões o Hyládio, com sua cartola alta, vermelha, conduzido pelo Alfredinho. Uma fotografia inesquecível. Depois da cordinha que isolava a bateria (e que foi bem respeitada) vinha o pessoal da terceira idade animadíssimo. Ô veiarada supimpa! Daí o povão. Nóis. Mais na retaguarda os mamulengos, do Dizing e do Rodrigo que chamavam muito a atenção dos pequerruchos e davam grandeza à fuzarca. Lá no finzão outros blocos menores, mas todos festivos. Depois, a moçada da Adega e outros blocos menores mas esfuziantes. Os parapeitos dos sobrados estavam apinhados. Os bares secaram. Muitas pessoas que vêm de fora para suas casas de campo lá estavam também. O percurso durou uma hora e meia mais ou menos. Nos meus trinta e dois anos de piedadense nada vi igual. Minha opinião é que essa foi o maior evento popular das últimas décadas. É difícil supor que antes disso possa ter havido outro assim. Eu não soube de nada que desse trabalho aos mantenedores da ordem. Do bar do Murilo dava-se para ver a praça totalmente tomada. Todos nadando em felicidade".

Edélcio Thenório

4 commenti:

Juliano Soares ha detto...

Tinha pai com criança no colo, mas mais criança que as crianças!

Caçadora de Arco -íris ha detto...

hehehe concordo com seu amigo Cá!
vou ser obrigada a postar tb o texto do Edélcio pois é muito lindo!

Camila ha detto...

coloquei o outro trechinho do texto do edélcio... :)

Van Pelt ha detto...

Eu até tirei uma foto do pai criança com a criança no colo...
Cá, adorei este carnaval..Também quero um por mês!
beijoca =*