lunedì, febbraio 09, 2009

Porre de felicidade

é o que eu quero ter na vida!

Porque eu amo essa cidade com todo o meu coração. E amo carnaval assim como amo poesia, assim como chocolate, assim como amo chorinho, assim como amo samba e uva. E passeios pela chuva. E mar. E águas. E abraços apertados. Assim como amo pão quentinho de manhã, vento que bagunça os cabelos num fim de tarde. Assim como eu amo fim de tarde, e visitas à casa da vovó. Como amo caminhar. E dias quentes com sorvete de morango. E dias frios com cobertor quentinho de orelha. Assim como amo amor, fazer amor, dar amor, receber amor. Como amo o amanhecer. Dar aulas. Pessoas pequenas, pessoas grandes. Como amo italiano. E cocada. E manga. Assim como amo acordar e poder voltar a dormir. Filme numa sexta chuvosa. Dançar até amanhecer. Amo essa cidade assim como amo meus amigos, como amo meus amados, como amo minha família. Amo esse cantinho de mundo que me ensinou um montão de coisas e que até hoje continua me ensinando. Muito bom revisitar os lugares, os caminhos percorridos. Muito bom revisitar velhos encontros, velhas cantorias, velhos teatros, velhas esperanças. Muito bom revisitar a infância, a adolescência. E principalmente: revisitar as pessoas. Porque as pessoas sempre têm algo a nos dizer. Mesmo as que nos pareciam (ou parecem) mais antipáticas. As pessoas sempre mudam. As pessoas sempre ensinam. As pessoas fazem parte da nossa história. As pessoas nos fizeram e fazem felizes, tristes, raivosos, apaixonados. As pessoas da minha cidade são parte da minha história, parte do que fui, do que sou e do que serei. Pra sempre.

Porque eu amo essa cidade. Amo carnaval. Porque desde o ano passado a chama reacendeu. Porque a saudade é sempre uma semente. E o carnaval está, novamente, presente. E que presente!



Acorda, minha cidade
Vem ver melhor
A cor do meu paletó
A rubra alvorada
Dá o tom em Piedade
E o cavaco do cordão
Chora sem dó
A rubra alvorada
Dá o tom em Piedade
E o cavaco do cordão
Chora sem dó


Piedade das matas


Meu amor,
Vou lhe contar a história da minha cidade
Me dê um abraço apertado de alto-astral
Hoje é carnaval, hoje é carnaval

Nossa riqueza é fruto da mistura
De múltiplas culturas
Fecundando a flor do chão
A nossa história
É terra, suor e glória
Que trazemos na memória
Abre ala é carnaval

É carnaval ê ê, é carnaval ê á
A Casa da Cultura vai vibrar
É carnaval ê ê, é carnaval e lá
Em frente ao Literário vou sambar

Naveguei
Entre mares de esmeraldas
Aportei
Na terra que me fez acreditar
Que a vida é bela
Um presente para nós
Por isso solto a voz
Para o mundo me escutar
Que a vida é bela
Um presente para nós
Por isso solto a voz
Para o mundo me escutar

Um brinde
Ergo a todos foliões
Que entre primas e bordões
Deram seu adeus final
Fica o carinho e a saudade (eô, eô)
Dos amantes de Piedade
Em cada nota musical
Fica o carinho e a saudade (eô, eô)
Dos amantes de Piedade
Em cada nota musical (é carnaval)

É carnaval
Sonho doido de alegria
Salve Vicente Garcia!
Pioneiro acolhedor,
Tropeiros, boêmios da sesmaria,
Cabeças vermelhas de euforia
Geratrizes de esplendor

Já nem sei mais
Se é cordão ou coração
Sei que é o Paletó Vermeio
Que sacode a multidão
Já nem sei mais
Se é cordão ou coração
Sei que é o Paletó Vermeio
Que sacode a multidão

João Vítor, Edélcio Tenório, Tiago Pires e Felipe Moron

Arranjo: Cléber Campos

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