Venezia, 25 de janeiro. Um frio de arrepiar o corpo todo. Eu teria muitas coisas para contar e, sem dúvida, farei nos próximos dias, estou explodindo de tantas coisas que preciso dizer...
Mas eu dormi pouco e preciso descansar para curtir a noite... fria, fria, fria. Mas belíssima.
O fato é que numa conversa de msn com meu namorado, me lembrei dessa música, desse trechinho que mais me toca, que eu coloquei como título: um amor que deveria ter durado anos..
Pela primeira vez em muito tempo me senti inteiramente responsável, ou quase inteiramente responsável, assim uns 99% por tudo o que acontece na minha vida... Por tudo que já aconteceu.
Isso é bom e ruim.
Ruim porque dá uma culpa tremenda. Vontade de sair pelas ruas pedindo desculpas para todos que eu culpei quando na verdade eu era a maior responsável...
Mas boa. Porque dá uma sensação gostosa de esperança, de que podemos aprender com o mundo e fazer um mundo melhor ao nosso redor. Esses dias uma amiga aqui na Itália me mostrou um trecho do Italo Calvino que dizia que temos duas oportunidades para lidar com o inferno que é tudo isso. Uma delas é se aliar ao inferno, se misturar a ele. A outra é mais difícil, é procurar no meio desse inferno, as coisas e pessoas que não são inferno. E se abraçar a elas e andar de mãos dadas com elas e ser com elas.
Veneza é a cidade mais consumista que já conheci. A mais burguesa... Mas Veneza tem seus encantos, muitos encantos, muita poesia. E é isso que me interessa. Se pudesse escolher uma cidade da Itália pra viver por um tempo, sem dúvida seria Firenze. Depois explico o motivo - todos eles. Mas Veneza, no meio de seu inferno, tem paraísos inegualáveis.
E o que a música tem a ver com isso? Muito. Nós somos quase inteiramente responsáveis por tudo o que nos rodeia. Digo quase para não parecer prepotente, porque agora me parece que somos totalmente responsáveis.
A love that should lasted years. Um amor que deveria ter durado anos... Mas se não durou, meus queridos, a culpa é absolutamente sua.
Nos cabe pedir desculpas, mesmo internas, a quem merece. E aprender que as coisas todas na vida são aquilo que fazemos delas.
O inferno é grande, vamos admitir. Mas quantas vezes não fizemos parte dele? E pior... Quantas vezes não ajudamos ele a se tornar mais infernal?
martedì, gennaio 25, 2011
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3 commenti:
Amore, amore, amore. Eu demorei tanto pra sacar que vc estava atualizando seu blog, rsrs. Me desculpe... Li só há alguns dias. Enfim, finalmente estou comentando por todos. Que bom poder te acompanhar nem que seja um pouquinho nesta viagem linda. Eu tenho certeza de que vc está vivendo intensamente. Estou com muita saudade de vc. E não vejo a hora de conversarmos sobre tudo tudo tudo. Se cuida, aproveita. E, nossa, como eu me sinto culpado por tantas coisas!!! E como entendo o título desta música. Um beijo pra ti e pra tua mama. Cuide-se, aproveite!
Ca, querida
Fiquei muito feliz de ter encontrado com você e sua mãe por aqui. É tão bom ver rostos familiares em uma terra que não é sua. A saudade parece diminuir.
Aguardo outros relatos!
Tem selinho para você no meu blog: http://juliananaitalia.blogspot.com/2011/01/primeiro-selinho-do-ano.html
Espero que goste!
Beijão
Pessoa bonita consegue ficar ainda mais bonita... a sensação é exatamente essa: ir pra fora pra se conhecer melhor por dentro. Antoine de Saint-Exupery estava muito do certo... e dá pra ler teu amadurecimento, teu crescimento, que coisa bonita de se ver!
Agora volta bem rapidinho pra contar tudo isso pra nós, bem de pertinho!
Boas viagens ;-)
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