giovedì, agosto 18, 2011

Prece de Cáritas


Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.


Piedade, tarde de quinta-feira. Minha mãe está em frangalhos. Complexo de culpa. Logo ela que é mãe, pai, filha, amiga, que é tudo em exagero. Acha que fez pouco, que só dá retalhos de tempo à sua mãe, minha avó. E eu só dou retalhinhos. Saudades de 2008, de julho de 2008, das longas tardes, todas as tardes que passei com ela, rindo e contando histórias. Era julho e naquela época eu ainda tinha o mês inteiro de férias.


Hoje estou com uma história linda para contar à minha vó. Retirada do livro que mais me emocionou neste ano, O Violino Cigano e outros contos de mulheres sábias. E não consigo entrar no hospital, tem muita gente. E nem sei se ela irá conseguir ouvir, está tomando medicamentos fortes.

Não, não quero perder a minha avó agora. Segurei minha mãe na cozinha com ela quase desmanchando de chorar. Dizendo que não queria perder a mãe agora.

Eu tenho tanto para falar à minha avó. Há meses venho rascunhando sua história, resolvi colocar sua história no papel para lhe dar de presente. Era para 5 de junho, seu aniversário, e eu não terminei. Por que não foi minha prioridade? Por que não deixei o trabalho um pouco de lado?

Quero que ela fique boa, quero terminar a sua história, lhe contar a sua história. Lhe dizer que não fui à Gênova em janeiro, mas que prometo que em 2012 irei. E que irei lhe trazer muitas fotos da cidade de seu pai.

Quero uma tarde com a minha avó.





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