
Tem dias que são estranhos. É como se você entrasse numa sala escura e procurasse, procurasse num baú alguma coisa e não encontrasse nada. Tem dias que são dias de poeira. Então você mexe nas coisas antigas, velhas fantasias, pedaços de pano, bambolês quebrados, bonecas, palitos, caixinhas de mil cores, restos de algodão, fita crepe, fotografias, cartas, amuletos, chaveiros e flores mortas. Nesses dias um pedacinho de xícara quebrada, um lenço, um ímã. Nesses dias palavras velhas, velhos poemas, velhas histórias, um velho mundo tão distante.
Tem dias que você diz as coisas velhas como se fossem novinhas em folha. E não sabe o que diz, não sabe o que sente. Não sabe se é medo, confusão, embriaguês. Não sabe se é loucura, se é entrar num tempo distante, viajar pelas paredes do tempo e voltar e querer retornar e se fincar ali, no passado. Tem dias que você não sabe o que pensa, nem o que dói, nem o que te faz feliz. Tem dias que o tempo dá um nó no seu coração e na sua garganta e você não sabe se o beijo, não sabe se o cheiro, não sabe se o vazio, não sabe se o vento, não sabe, não sabe. Tem dias que as palavras de ontem falharam e os sentimentos também. Tem dias em que não há sentimento nenhum e paira no ar um buraco imenso cheio de memórias. Tem dias em que há muita poeira, que você já não consegue reconhecer as coisas ao seu redor, está tudo no meio, está tudo perdido, está tudo, todas as estações, todos os meses, todos os anos, todos os momentos, está tudo, tudo junto de uma vez. Do baú saem milhares de coisas bonitas, milhares de coisas feias, guardados, retalhos, colchas e batons.
Tem dias que o mundo é irreconhecível, um tempo novo desconhecido, misterioso. Tem dias que você tem muito medo e gostaria de uma mão (igual a que guia a Clarice) para te conduzir, para te levar pra fora desse mundo de um velho baralho, de figurinhas, de diários antigos.
Tem dias que você chora e não entende o porquê. Tem dias que você chora lágrimas de outros tempos, tem sentimentos de outros tempos. Tem dias que você não entende.
Existem coisas que não são de dizer, que não são de contar.
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Obs. Tem dias que você olha no relógio e são 2 e 21 da manhã e quando você olha novamente são 2 e 23, as horas escapam das suas mãos, os sentimentos também. Inclusive os seus. Tem dias que você atrasa o relógio só para ver as horas iguais.
Tem dias que você diz as coisas velhas como se fossem novinhas em folha. E não sabe o que diz, não sabe o que sente. Não sabe se é medo, confusão, embriaguês. Não sabe se é loucura, se é entrar num tempo distante, viajar pelas paredes do tempo e voltar e querer retornar e se fincar ali, no passado. Tem dias que você não sabe o que pensa, nem o que dói, nem o que te faz feliz. Tem dias que o tempo dá um nó no seu coração e na sua garganta e você não sabe se o beijo, não sabe se o cheiro, não sabe se o vazio, não sabe se o vento, não sabe, não sabe. Tem dias que as palavras de ontem falharam e os sentimentos também. Tem dias em que não há sentimento nenhum e paira no ar um buraco imenso cheio de memórias. Tem dias em que há muita poeira, que você já não consegue reconhecer as coisas ao seu redor, está tudo no meio, está tudo perdido, está tudo, todas as estações, todos os meses, todos os anos, todos os momentos, está tudo, tudo junto de uma vez. Do baú saem milhares de coisas bonitas, milhares de coisas feias, guardados, retalhos, colchas e batons.
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Tem dias que você chora e não entende o porquê. Tem dias que você chora lágrimas de outros tempos, tem sentimentos de outros tempos. Tem dias que você não entende.
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Obs. Tem dias que você olha no relógio e são 2 e 21 da manhã e quando você olha novamente são 2 e 23, as horas escapam das suas mãos, os sentimentos também. Inclusive os seus. Tem dias que você atrasa o relógio só para ver as horas iguais.
2 commenti:
Mutios dias eu não entendo. E nele choro sempre. Mas ainda bem que a gente se remexe por dentro, sinal de vida.
beijo.
A gente chora mto, Mari? Ou é só impressão minha??? Beijo, neguinha. Vou sentir saudades esses dias... Milhões de dias sem ver a Mari de novo..
:)
Ps. Ok, milhões é exagero... rsrs
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