Daqui a pouquinho acaba o aniversário do meu pai. Dia dos pais. E nada do meu aparecer. Celular desligado. Vi meu avô, estive com meu avô, com meu tio que me serve de pai muitas e muitas vezes.
Há uns quinze anos atrás nesse mesmo dia meu avô (pai do meu pai) morreu. Aniversário do meu pai. Acordei cedo e tinha um monte de gente em casa. Lágrimas, comidas, tias e tios. Meu pai duro, forte. À noite chorou, durante o dia nadinha. Hoje em dia ele chora quando bebe.
Hoje é aniversário do meu pai e o presentinho que comprei ficou guardado na gaveta. Nada de abraço, beijo, parabéns. Ele passou sozinho, longe das filhas, fazendo manha, com algum amigo, com alguém? Imagino que não...
Hoje é aniversário do meu pai e meu coração está apertadinho de vontade dele estar bem, de poder ensiná-lo a ser mais feliz, vontade de saber ensiná-lo a ser mais feliz.
Ainda bem que hoje meu coração está bem cuidado, protegido, que ele encontra abrigo. É encontro de família, a pequena Júlia, as irmãs e primas e primos e avós e tias e tios. É amor e sorvete. Meu coração vai bem aquecido. Ainda bem. Mas lá no fundinho um aperto. Queria compreender meu pai, as suas meninices, a sua adolescência eterna.
Escrevo só para registrar o dia. 10 de agosto. Dia do aniversário do meu pai. E, por coincidência, dia dos pais.
Apesar de toda a ausência, eu amo o meu. Conheço o seu coração, os seus sonhos, a sua maneira de viver leve, ao vento, caminhando por aí. Eu o amo e hoje senti sua falta. Duplamente. Talvez ele esperasse que mesmo com o celular desligado eu fosse até a casa dele, que fica em outra cidade. Mas não fui, não fomos. Às vezes a gente cansa de pai adolescente, de pai manhoso.
Quase acaba o dia, está no finzinho... Eu queria muito ter conseguido falar com meu pai.
Há uns quinze anos atrás nesse mesmo dia meu avô (pai do meu pai) morreu. Aniversário do meu pai. Acordei cedo e tinha um monte de gente em casa. Lágrimas, comidas, tias e tios. Meu pai duro, forte. À noite chorou, durante o dia nadinha. Hoje em dia ele chora quando bebe.
Hoje é aniversário do meu pai e o presentinho que comprei ficou guardado na gaveta. Nada de abraço, beijo, parabéns. Ele passou sozinho, longe das filhas, fazendo manha, com algum amigo, com alguém? Imagino que não...
Hoje é aniversário do meu pai e meu coração está apertadinho de vontade dele estar bem, de poder ensiná-lo a ser mais feliz, vontade de saber ensiná-lo a ser mais feliz.
Ainda bem que hoje meu coração está bem cuidado, protegido, que ele encontra abrigo. É encontro de família, a pequena Júlia, as irmãs e primas e primos e avós e tias e tios. É amor e sorvete. Meu coração vai bem aquecido. Ainda bem. Mas lá no fundinho um aperto. Queria compreender meu pai, as suas meninices, a sua adolescência eterna.
Escrevo só para registrar o dia. 10 de agosto. Dia do aniversário do meu pai. E, por coincidência, dia dos pais.
Apesar de toda a ausência, eu amo o meu. Conheço o seu coração, os seus sonhos, a sua maneira de viver leve, ao vento, caminhando por aí. Eu o amo e hoje senti sua falta. Duplamente. Talvez ele esperasse que mesmo com o celular desligado eu fosse até a casa dele, que fica em outra cidade. Mas não fui, não fomos. Às vezes a gente cansa de pai adolescente, de pai manhoso.
Quase acaba o dia, está no finzinho... Eu queria muito ter conseguido falar com meu pai.
1 commento:
Cá, acho que te entendo um pouquinho. Meu pai também deu de fazer aniversário em agosto, dia 9. Sempre fica perto do dia dos pais. E a ausência dele dói bastante, apesar do tempo.
Bj
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