sobretudo imperfeito
que seja capaz de fazer eles morderem a boca de despeito
e nós lambermos os beiços de prazer (...)
Leila Míccolis

Comunhão
Já que me sinto muito digna
de me assentar à tua mesa,
não quero migalhas, não,
eu quero o pão inteiro.
Tu e eu, massa e fermento
em ávido silêncio:
casca e miolo,
o bolo
e o seu recheio
Vem.
Estende os lençóis sobre esta
mesa
com cheiro de suor e de
alfazema.
E vamos trabalhar a noite
e o seu levedo
com as mãos,
a boca,
o corpo aceso,
para que a aurora nos en-
tregue,
ainda quentes,
as últimas fatias de amor
amanhecente
com gosto de café, de leite
e de manteiga.
Ilka Brunhilde Laurito
Foto: Andrea Franke
de me assentar à tua mesa,
não quero migalhas, não,
eu quero o pão inteiro.
Tu e eu, massa e fermento
em ávido silêncio:
casca e miolo,
o bolo
e o seu recheio
Vem.
Estende os lençóis sobre esta
mesa
com cheiro de suor e de
alfazema.
E vamos trabalhar a noite
e o seu levedo
com as mãos,
a boca,
o corpo aceso,
para que a aurora nos en-
tregue,
ainda quentes,
as últimas fatias de amor
amanhecente
com gosto de café, de leite
e de manteiga.
Ilka Brunhilde Laurito
Foto: Andrea Franke
2 commenti:
Que libidinosa tu andas não?!?
beijo,
Mari
Ando? Digamos que sou bastante libidinosa mesmo... rsrsrrs...
Gostoso o poema, não?
Beijo, Mari. Saudades de ter mais tempo com vc. Sem provas e reuniões.
Ó, céus!
Beijinhos.
Cá
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